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Jovens mineiros que foram morar em SC buscando vida melhor são encontrados mortos em estrada

Os quatro jovens foram encontrados mortos na manhã de sábado (3), às margens de uma estrada em Biguaçu, na Grande Florianópolis

Os quatro jovens eram amigos, naturais de Minas Gerais, e haviam se mudado para Santa Catarina em busca de melhores condições de vida (Foto: Reprodução)

247 - Os jovens mineiros encontrados mortos após sete dias desaparecidos em Santa Catarina começaram a ter os procedimentos de sepultamento definidos pelas famílias. Daniel Luiz da Silveira, de 28 anos, e Bruno Máximo da Silva, também de 28, devem ser enterrados na manhã desta segunda-feira (5), em Guaxupé, no Sul de Minas Gerais.

As informações foram divulgadas originalmente pelo g1. Segundo a funerária responsável pelo translado, a equipe seguiu para Santa Catarina na tarde deste domingo (4) para buscar os corpos. Ainda de acordo com a empresa, não há previsão de velório, e os sepultamentos devem ocorrer diretamente no cemitério, durante o período da manhã.

Já os corpos de Guilherme Macedo de Almeida, de 20 anos, e Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19, devem ser levados para Guaranésia (MG). O translado ficará a cargo de uma funerária da cidade de Mococa, no interior de São Paulo. Conforme a empresa, a confirmação da chegada dos corpos depende de definições que estavam previstas para a noite deste domingo, e, por isso, ainda não havia horário definido para os sepultamentos.

Os quatro jovens foram encontrados mortos na manhã de sábado (3), às margens de uma estrada em Biguaçu, na Grande Florianópolis. A Polícia Científica de Santa Catarina confirmou no domingo (4) que os corpos localizados, amarrados, pertencem aos jovens de Minas Gerais que estavam desaparecidos no estado. Todos passaram por exames no Instituto Médico Legal (IML), em Florianópolis.

As vítimas foram oficialmente identificadas como Daniel Luiz da Silveira, Bruno Máximo da Silva, Guilherme Macedo de Almeida e Pedro Henrique Prado de Oliveira. Até a tarde de domingo, dois corpos já haviam sido liberados pelo IML, enquanto os outros dois aguardavam a chegada das funerárias para liberação. As causas das mortes não foram detalhadas pelas autoridades até o momento.

Logo após a localização dos corpos, familiares confirmaram à imprensa que se tratava dos jovens desaparecidos. A mãe de Pedro, Sílvia Aparecida do Prado, afirmou que o reconhecimento foi feito por parentes de Guilherme e só foi possível por meio das tatuagens, devido ao estado em que os corpos foram encontrados.

Os quatro jovens eram amigos, naturais de Minas Gerais, e haviam se mudado para Santa Catarina em busca de melhores condições de vida. Eles moravam juntos em São José, na Grande Florianópolis. Guilherme, por exemplo, estava na região havia cerca de 20 dias e já tinha um emprego garantido, com início previsto para esta segunda-feira (5).

O caso segue sob investigação das autoridades catarinenses, que buscam esclarecer as circunstâncias das mortes, a dinâmica do crime e possíveis motivações. A tragédia causou grande comoção em Minas Gerais e em Santa Catarina, onde familiares e amigos ainda aguardam respostas sobre o que levou ao assassinato dos quatro jovens.