Juiz contradiz ministro e nega terrorismo

O juiz federal Marcos Josegrei da Silva, titular da 14ª Vara Federal de Curitiba, que determinou a prisão de dez brasileiros que supostamente estariam organizando um ataque terrorista durante a Olimpíada, deu uma coletiva de imprensa nesta tarde e contradisse o ministro interino da Justiça, Alexandre de Moraes, que disse que o líder do grupo estava preso em Curitiba; "Essa questão da liderança, quero esclarecer que foi uma leitura feita pelo ministro da Justiça", disse o magistrado, que reiterou que os suspeitos não podem ser considerados "terroristas"

O juiz federal Marcos Josegrei da Silva, titular da 14ª Vara Federal de Curitiba, que determinou a prisão de dez brasileiros que supostamente estariam organizando um ataque terrorista durante a Olimpíada, deu uma coletiva de imprensa nesta tarde e contradisse o ministro interino da Justiça, Alexandre de Moraes, que disse que o líder do grupo estava preso em Curitiba; "Essa questão da liderança, quero esclarecer que foi uma leitura feita pelo ministro da Justiça", disse o magistrado, que reiterou que os suspeitos não podem ser considerados "terroristas"
O juiz federal Marcos Josegrei da Silva, titular da 14ª Vara Federal de Curitiba, que determinou a prisão de dez brasileiros que supostamente estariam organizando um ataque terrorista durante a Olimpíada, deu uma coletiva de imprensa nesta tarde e contradisse o ministro interino da Justiça, Alexandre de Moraes, que disse que o líder do grupo estava preso em Curitiba; "Essa questão da liderança, quero esclarecer que foi uma leitura feita pelo ministro da Justiça", disse o magistrado, que reiterou que os suspeitos não podem ser considerados "terroristas" (Foto: Gisele Federicce)

Paraná 247 - O juiz federal Marcos Josegrei da Silva, titular da 14ª Vara Federal de Curitiba, deu uma coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira 21 sobre sua decisão que resultou na prisão de dez suspeitos que supostamente estariam planejando um ataque terrorista durante a Olimpíada do Rio de Janeiro, em agosto.

Em sua fala, o magistrado contradisse o ministro interino da Justiça, Alexandre de Moraes, que disse horas antes à imprensa que o líder do grupo estava preso em Curitiba. "Essa questão da liderança, quero esclarecer que foi uma leitura feita pelo ministro da Justiça", disse o juiz, que reiterou que os suspeitos não podem ser considerados "terroristas".

"E há pessoas com manifestações menos incisivas, mais de postagem de fotos. Dizer que tem uma liderança de uma organização piramidal, isso eu não poderia dizer", acrescentou o juiz. Josegrei da Silva disse que "a investigação da Polícia Federal reuniu elementos suficientes para justificar a medida preventiva com base na nova Lei Antiterrorismo do Brasil", mas que "não se pode dizer que essas pessoas são terroristas, que vão cometer esses atos".

"Mas tenho na minha frente pessoas que exaltam esses tipos de condutas reprováveis pelo mundo civilizado. Embora não tenham organização muito sólida, tendo esses elementos, sob ponto de vista legal está justificado esse tipo de prisão preventiva", explicou. "É preciso deixar bem claro o seguinte: são afirmações por internet, que pessoas fazem por meios virtuais. As prisões e as buscas buscam obter elementos que confirmem ou não isso. Nem tudo que uma pessoa preconiza no meio virtual, ela vai realizar no real", disse ainda.

Segundo Moraes, o grupo fez um "batismo" com o grupo extremista Estado Islâmico pela internet, que seria em forma de juramento. Planejavam aprender artes marciais a 15 dias da Olimpíada e queriam adquirir armas pela internet. O ministro interino admitiu que os suspeitos eram desorganizados.

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