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Justiça do RS condena Nego Di a mais de 14 anos de prisão por esquema de rifas ilegais

Influenciador e esposa foram condenados por envolvimento em rifas ilegais e movimentação de R$ 2,5 milhões

Nego Di (Foto: Reprodução/Instagram)
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247 - O influenciador e humorista Nego Di, nome artístico de Dilson Alves da Silva Neto, foi condenado pela Justiça do Rio Grande do Sul a mais de 14 anos de prisão por envolvimento em um esquema de rifas virtuais promovidas nas redes sociais. A decisão envolve condenações por estelionato, lavagem de dinheiro qualificada, uso de documento falso e exploração de loterias sem autorização legal. As informações são do Metrópoles.

No mesmo processo, Gabriela Sousa, esposa do influenciador, foi condenada a 8 anos e 4 meses de prisão em regime fechado pelo crime de lavagem de dinheiro. De acordo com o Ministério Público, o esquema consistia na divulgação de rifas eletrônicas por meio de perfis nas redes sociais. Entre os prêmios anunciados estavam quantias em dinheiro e bens de alto valor, como um veículo Porsche Macan.

As investigações indicam que pelo menos 34 rifas foram realizadas entre 2022 e 2024 sem autorização legal. Segundo a acusação, parte dessas operações foi utilizada para movimentação fraudulenta de recursos. O Ministério Público estima prejuízo superior a R$ 185 mil, com impacto sobre cerca de 9 mil pessoas.

Movimentação milionária

Segundo a denúncia, o casal utilizava contas bancárias de terceiros para movimentar aproximadamente R$ 2,5 milhões. Os recursos teriam sido empregados na aquisição de imóveis e veículos de alto padrão no Rio Grande do Sul.

O processo também menciona a divulgação de um comprovante de transferência no valor de R$ 1 milhão destinado a uma campanha solidária durante as enchentes que atingiram o estado. Conforme a investigação, o valor efetivamente doado teria sido muito inferior ao montante divulgado.

Histórico de processos

Nego Di estava em liberdade provisória desde novembro de 2024, quando deixou a Penitenciária de Canoas. A prisão anterior ocorreu em razão de outro processo por estelionato relacionado à loja virtual Tadizuera.

Nesse caso, ele e um sócio foram condenados por comercializar produtos pela internet que, segundo a acusação, não eram entregues aos compradores.

Operação do Ministério Público

Durante as investigações, o Ministério Público realizou uma operação em julho de 2024. Na ocasião, Gabriela Sousa foi presa em flagrante após a apreensão de uma arma sem registro.

Até o momento, as defesas de Nego Di e de Gabriela Sousa não haviam se manifestado sobre a nova condenação.

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