Laudo aponta que João Alberto, homem negro assassinado no Carrefour, foi morto por asfixia

"O maior indicativo da necropsia é de que ele foi morto por asfixia, pois ele ficou no chão enquanto os dois seguranças pressionavam e comprimiam o corpo de João Alberto dificultando a respiração dele” disse a delegada Roberta Bertoldo

João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi espancado e morto por dois homens brancos em Porto Alegre.
João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi espancado e morto por dois homens brancos em Porto Alegre. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
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247 - Laudo inicial aponta asfixia como causa da morte de João Alberto Silveira Freitas, homem negro de 40 anos que foi espancado e assassinado por dois seguranças de Carrefour em Porto Alegre (RS), na noite de quinta-feira, 19.

"O maior indicativo da necropsia é de que ele foi morto por asfixia, pois ele ficou no chão enquanto os dois seguranças pressionavam e comprimiam o corpo de João Alberto dificultando a respiração dele. Ele não conseguia mais fazer o movimento para respirar", informou a delegada responsável pelo caso, Roberta Bertoldo, da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa

A delegada informa também que, além dos dois seguranças, outros envolvidos estão sendo investigados por omissão de socorro. "Duas ou mais pessoas podem ser implicadas por não terem impedido que as agressões continuassem. Foi uma ação completamente desproporcional e atípica para pessoas que exercerem essa atividade", disse.

Neste dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, diversas cidades estão vivenciando protestos contra o racismo e a morte do homem negro. Em São Paulo, os manifestantes, revoltados, atearam fogo contra um Carrefour perto da Avenida Paulista.

Mais cedo, o juiz Cristiano Vilhalba Flores, do Foro Central de Porto Alegre, determinou a prisão preventiva de Magno Braz Borges e Giovane Gaspar Da Silva, seguranças que mataram João Alberto Silveira Freitas.

"Existem indícios de autoria pelas declarações das testemunhas, as quais afirmaram que a vítima fora detida pelos flagrados, sendo que estes teriam argumentado que agiram para cessar uma agressão que a própria vítima teria cometido contra terceiro, funcionário da empresa onde os fatos ocorreram. Os indícios de autoria são reforçados pelos vídeos juntados aos autos, onde se pode verificar toda a ação que culminou no óbito da vítima, que viera a falecer no local", disse o magistrado na decisão.

João Alberto era negro e foi espancado até a morte na véspera deste dia 20 de novembro, dia da Cosnciência Negra. A Brigada Militar gaúcha informou que o espancamento começou após um desentendimento entre a vítima e uma funcionária do supermercado.

Ele foi levado da área de caixas para a entrada da loja espancado no estacionamento do supermercado, por dois seguranças.

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