Manuela D’Ávila lidera corrida ao senado no RS, aponta Quaest
Pesquisa mostra ex-deputada à frente com até 14%, seguida por germano rigotto; levantamento também indica alta taxa de indecisos no eleitorado gaúcho
247 - A ex-deputada Manuela D’Ávila (Psol) aparece na liderança da disputa pelo Senado no Rio Grande do Sul, de acordo com pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (30). O levantamento mostra a candidata com desempenho entre 13% e 14% das intenções de voto nos dois cenários avaliados.
As informações foram publicadas originalmente pelo Valor Econômico e revelam um cenário fragmentado na corrida eleitoral, marcada por diferenças estreitas entre os principais nomes e um elevado número de eleitores ainda indecisos.
Na sequência de Manuela está o ex-governador Germano Rigotto (MDB), que registra 12% em ambos os cenários testados. O ex-ministro Paulo Pimenta (PT) aparece com variação entre 9% e 10%, enquanto o deputado Marcel Van Hattem (Novo) soma 9%. Já o deputado Ubiratan Sanderson (PL) pontua entre 6% e 7%. Em posições mais distantes estão Frederico Antunes (PSD), com 2% a 3%, e Cláudio Diaz (PSDB), com 1% em um único cenário.
Indecisão elevada marca cenário eleitoral
O levantamento indica que uma parcela significativa do eleitorado ainda não definiu seu voto. Os indecisos somam 28%, enquanto os que declaram voto branco, nulo ou intenção de não votar variam entre 18% e 19%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 28 de abril, com 1.104 entrevistas. O estudo possui margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro foi feito no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RS-03000/2026.
O modelo eleitoral deste ano prevê a escolha de dois senadores por estado, o que amplia a complexidade da disputa e pode favorecer rearranjos estratégicos ao longo da campanha.
Preferência por independência supera polarização
Quando questionados sobre o perfil político desejado para os futuros senadores, 45% dos entrevistados afirmaram preferir candidatos independentes. Outros 27% disseram optar por nomes alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto 24% demonstraram preferência por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um total de 4% não soube ou não respondeu.
Os dados sugerem que, apesar da polarização nacional, há espaço relevante para candidaturas que se posicionem fora dos blocos políticos tradicionais, especialmente no cenário gaúcho.
Esse comportamento pode influenciar diretamente a dinâmica da campanha, incentivando discursos mais moderados ou estratégias de diferenciação entre os concorrentes.
Rejeição e desconhecimento influenciam disputa
A pesquisa também mediu o grau de conhecimento e rejeição dos candidatos. Manuela D’Ávila lidera em intenção de voto, mas apresenta o maior índice de rejeição: 41% dos entrevistados afirmam que a conhecem e não votariam nela. Outros 28% dizem que votariam, enquanto 31% não a conhecem.
Germano Rigotto, por sua vez, registra alto nível de desconhecimento, com 43% afirmando não saber quem ele é. Entre os que o conhecem, 30% dizem que não votariam e 27% afirmam que votariam.
Marcel Van Hattem apresenta ainda maior desconhecimento, atingindo 70%. Apenas 17% dizem que votariam nele, enquanto 13% afirmam rejeição.
Eleitorado ainda pode mudar de posição
Paulo Pimenta tem índice de rejeição de 37%, enquanto 46% afirmam que o conhecem e não votariam nele. Apenas 17% declaram intenção de voto. Já Ubiratan Sanderson é desconhecido por 79% dos entrevistados; entre os que o conhecem, 11% votariam e 10% rejeitam o nome.
O levantamento mostra ainda que 62% dos eleitores admitem a possibilidade de mudar de voto até as eleições de outubro. Outros 37% dizem que já têm decisão definitiva, e 1% não soube responder.
Os dados indicam um cenário ainda aberto, com alto grau de volatilidade e espaço para mudanças significativas ao longo da campanha eleitoral.