Massacre da PM de Richa custou quase R$ 1 milhão
Há exatamente um mês, a Polícia Militar do Paraná usava 2.323 balas de borracha contra os professores e outros servidores do Estado que protestavam contra um projeto do governo Beto Richa (PSDB); a ação policial resultou em ao menos 180 pessoas feridas; a operação custou ao governo Richa R$ 948 mil no total, gastos em munições e diárias pagas para deslocar policiais do interior para Curitiba; 1.661 policiais participaram da operação; a PM gastou ainda para comprar 1.094 granadas e outros 300 projéteis lacrimogêneos de longo alcance
247 - Há exatamente um mês, a Polícia Militar do Paraná usava 2.323 balas de borracha contra os professores e outros servidores do Estado que protestavam contra um projeto do governo Beto Richa (PSDB). Criticada até no exterior, a ação policial resultou em ao menos 180 pessoas feridas. Na média, foram quase 20 tiros por minuto, considerando as duas horas de duração da operação ordenada pelo tucano.
Os dados foram divulgados num ofício da PM enviado ontem ao Ministério Público de Contas. A operação custou ao governo Richa R$ 948 mil no total, gastos em munições e diárias pagas para deslocar policiais do interior para Curitiba. O objetivo da ação era impedir a invasão da Assembleia Legislativa por cerca de 15 mil manifestantes –a maioria professores–, que protestavam contra a votação de mudanças na previdência dos servidores estaduais.
Segundo o ofício da PM, no total, 1.661 policiais participaram da operação –o equivalente a 15% de todo o efetivo do Estado. Metade deles veio do interior –daí a necessidade das diárias, de R$ 230 por policial, para cobrir despesas com alimentação e hospedagem.
Além dos custos com 2.323 balas de borracha, a PM gastou ainda para comprar 1.094 granadas e outros 300 projéteis lacrimogêneos de longo alcance. Algumas das balas usadas naquele dia disparavam até 12 projéteis de borracha de uma só vez.
No caso das granadas, a maioria era de efeito moral ou lacrimogênea. Cem delas tinham efeito "luz e som", ou seja, emitiam um forte ruído e uma luz intensa quando detonadas, capaz de ofuscar a visão.
Outras 43 eram mais agressivas: continham "múltiplas esferas internas de borracha", além de gás lacrimogêneo ou de pimenta. Ou seja, ao explodirem, lançavam balas de borracha contra os manifestantes –nesse caso, aqueles que estivessem protegidos por barricadas ou escudos improvisados, segundo a orientação do fabricante. Algumas ainda eram tríplices, com três pastilhas de emissão de gás lacrimogêneo. O objetivo, nesse caso, é dificultar que sejam lançadas de volta contra os policiais.
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