Meire Poza é pivô de provas ilegais na Lava Jato, indicam documentos

Documentação explosiva divulgada neste sábado pelo jornalista Henrique Beirangê, da Carta Capital, revelam que integrantes da Operação Lava Jato podem ter feito uso de provas ilegais, vazado informações confidenciais, forjado buscas e apreensões e usado uma informante infiltrada irregularmente; material inclui troca de mensagens de Whatsapp e emails entre Meire e delegados da PF Igor Romário de Paula e Márcio Anselmo, combinando ações, trocando informações, com aparente ciência do superintendente da PF em Curitiba, Rosalvo Franco 

Documentação explosiva divulgada neste sábado pelo jornalista Henrique Beirangê, da Carta Capital, revelam que integrantes da Operação Lava Jato podem ter feito uso de provas ilegais, vazado informações confidenciais, forjado buscas e apreensões e usado uma informante infiltrada irregularmente; material inclui troca de mensagens de Whatsapp e emails entre Meire e delegados da PF Igor Romário de Paula e Márcio Anselmo, combinando ações, trocando informações, com aparente ciência do superintendente da PF em Curitiba, Rosalvo Franco 
Documentação explosiva divulgada neste sábado pelo jornalista Henrique Beirangê, da Carta Capital, revelam que integrantes da Operação Lava Jato podem ter feito uso de provas ilegais, vazado informações confidenciais, forjado buscas e apreensões e usado uma informante infiltrada irregularmente; material inclui troca de mensagens de Whatsapp e emails entre Meire e delegados da PF Igor Romário de Paula e Márcio Anselmo, combinando ações, trocando informações, com aparente ciência do superintendente da PF em Curitiba, Rosalvo Franco  (Foto: Aquiles Lins)

247 - Documentos inéditos publicados pela revista CartaCapital revelam que integrantes da Operação Lava Jato podem ter feito uso de provas ilegais, vazado informações confidenciais, forjado buscas e apreensões e usado uma informante infiltrada irregularmente.

Jornalista Henrique Beirangê mostra diálogos entre agentes e delegados da Polícia Federal e Meire Poza, contadora e ex-braço direito de Alberto Youssef, principal delator do escândalo de corrupção na Petrobras. As conversas datam de 5 de maio de 2014 a março de 2015.

Um dos diálogos que mais chamam atenção trata da farta documentação escriturária e contábil das empresas de fachada de Youssef. Meire tinha em seu poder caixas de documentos com contratos fictícios da RCI, MO Consultoria, GDF e Empreiteira Rigidez. Companhias que só existiam no papel, mas serviam para Youssef receber propina das maiores construtoras do País.

A força-tarefa não fazia a mínima ideia da existência desses documentos. Era um acervo que identificou que Youssef recebia dinheiro das maiores construtoras do País por serviços que nunca prestou. As caixas foram entregues pela contadora, em março de 2014. No entanto, como a documentação foi entregue de maneira aparentemente ilegal, a força-tarefa precisava "esquentar a documentação" na gíria policial.

Em 5 de maio, o delegado Márcio Anselmo fala com Poza pelo aplicativo de conversas WhatsApp. "Devemos acertar para a prox semana uma viagem a sp para formalizar a apreensão daqueles documentos". Poza responde: "Te aguardo!!!". O delegado continua: "Se puder já separe todo o material dos contratos da gfd".

Segundo a reportagem, os agentes também já sabiam em maio de 2014 do envolvimento de parlamentares na investigação. Diferente do que foi dito pelos integrantes da força-tarefa, que só tomaram conhecimento da existência de personagens com prerrogativa de foro ao longo da investigação, um dos diálogos revela que Meire e Márcio Anselmo falam do então deputado federal Luís Argolo.

Em 14 de maio, Márcio pergunta para Meire: "vc sabe se o bebe jhonson tinha alguma relação com o precatório do maranhão?". Bebê Jhonson era como os investigados se referiam ao ex-deputado Luiz Argolo. Ou seja, naquele momento a força-tarefa investigava um deputado federal sem autorização do Supremo Tribunal Federal.

De acordo com a reportagem de Henrique Beriangê, outros integrantes da força-tarefa em Curitiba tinham conhecimento da utilização da contadora na operação, como indica um email encaminhado por Meire ao delegado Eduardo Mauat. Estão em cópia na mensagem o delegado Igor de Paula, a delega Érika Marena, o agente Prado e o delegado Márcio Anselmo, nomes relevantes da força-tarefa dentro da PF em Curitiba.

Tudo isso com o aparente conhecimento do superintende da PF no Paraná, Rosalvo Ferreira Franco, conforme email de 13 de agosto. Em email encaminhado aos delegados e a Meire, que usava o endereço eletrônico [email protected] , Rosalvo diz estar ciente de uma conversa entre Igor e Meire a respeito da segurança da contadora.

Em outro email, a contadora se diz abandonada pela operação e reclama: "Não vou ficar esperando que algo de ruim aconteça comigo ou com a minha filha. Espero que tenham a sensatez de saber que um erro não justifica o outro. Eu mostrei minha cara, mas foram vocês que colocaram minha vida em risco. Isso eu não vou perdoar nunca", afirmou. 

, conforme email de 13 de agosto. Em email encaminhado aos delegados e a Meire, que usava o endereço eletrônico [email protected] , Rosalvo diz estar ciente de uma conversa entre Igor e Meire a respeito da segurança da contadora.

Em outro email, a contadora se diz abandonada pela operação e reclama: "Não vou ficar esperando que algo de ruim aconteça comigo ou com a minha filha. Espero que tenham a sensatez de saber que um erro não justifica o outro. Eu mostrei minha cara, mas foram vocês que colocaram minha vida em risco. Isso eu não vou perdoar nunca", afirmou. 

Leia a reportagem na íntegra. 



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