Moro apura comissões de empresa de tecnologia para Vargas

Investigações apontam que a agência de publicidade Borghi/Lowe, contratada por entidades públicas, solicitava às empresas subcontratadas "pagamentos vultosos, sem contrapartida de serviços", para contas que eram controladas por André Vargas e seus irmãos; despacho do juiz Sérgio Moro afirma que a empresa IT7 Sistemas foi usada pelo esquema do doleiro Alberto Youssef para repassar valores ilícitos a André Vargas e ao irmão dele, Leon; há provas ainda de que Youssef repassou R$ 2,3 milhões a Vargas em espécie

Investigações apontam que a agência de publicidade Borghi/Lowe, contratada por entidades públicas, solicitava às empresas subcontratadas "pagamentos vultosos, sem contrapartida de serviços", para contas que eram controladas por André Vargas e seus irmãos; despacho do juiz Sérgio Moro afirma que a empresa IT7 Sistemas foi usada pelo esquema do doleiro Alberto Youssef para repassar valores ilícitos a André Vargas e ao irmão dele, Leon; há provas ainda de que Youssef repassou R$ 2,3 milhões a Vargas em espécie
Investigações apontam que a agência de publicidade Borghi/Lowe, contratada por entidades públicas, solicitava às empresas subcontratadas "pagamentos vultosos, sem contrapartida de serviços", para contas que eram controladas por André Vargas e seus irmãos; despacho do juiz Sérgio Moro afirma que a empresa IT7 Sistemas foi usada pelo esquema do doleiro Alberto Youssef para repassar valores ilícitos a André Vargas e ao irmão dele, Leon; há provas ainda de que Youssef repassou R$ 2,3 milhões a Vargas em espécie (Foto: Gisele Federicce)
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Paraná 247 – O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, investiga o pagamento de comissões ao ex-deputado federal André Vargas por meio da empresa IT7 Sistemas, usada no esquema de corrupção pelo doleiro Alberto Youssef. Vargas foi preso nesta sexta-feira 9 na 11ª fase da investigação.

Despacho de Moro aponta indícios de que a agência "que administra as contas de publicidade de entidades públicas federais, como a Caixa Econômica Federal, solicitava às empresas subcontratadas que realizassem pagamentos vultosos, sem contrapartida de serviços, às contas das empresas LSI e Limiar controladas pelo então deputado federal André Vargas e seus irmãos".

Segundo ele, a princípio os fatos caracterizam crimes de corrupção, "com comissões devidas à Borghi/Lowe, agência de publicidade contratada por entidades públicas, sendo direcionadas como propinas e sem causa lícita a André Vargas e aos irmãos deste por intermédio do estratagema fraudulento".

A empresa IT7, de acordo com as investigações, "mantém contratos com diversas entidades públicas". O magistrado afirma ainda que há provas de que Youssef repassou a Vargas a quantia de R$ 2.399.511,60 em espécie, mediante "emissão de notas fiscais fraudulentas por serviços que não foram prestados. Em tese, os fatos configuram crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro".

O irmão de André Vargas, Leon Vargas, também foi preso nesta fase da operação, assim como Ricardo Hofmann, vice-presidente e diretor-geral da agência de publicidade Borghi/Lowe em Brasília.

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