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Sul

MP: auditores arrecadaram R$ 38 mi de propina em 1 ano

As investigações do MP-PR apontam que o grupo de auditores fiscais que fez parte de um esquema de corrupção na Receita Estadual do Paraná arrecadou R$ 38,4 milhões em 2014; segundo o órgão, o dinheiro foi arrecadado por meio de propinas cobradas nas três principais delegacias do órgão no estado: Curitiba, Londrina e Maringá; "O dinheiro era oriundo de uma forma pré-estabelecida entre aquele que arrecadou, as chefias imediatas e as chefias superiores em Curitiba", afirmou o promotor Jorge Barreto da Costa

As investigações do MP-PR apontam que o grupo de auditores fiscais que fez parte de um esquema de corrupção na Receita Estadual do Paraná arrecadou R$ 38,4 milhões em 2014; segundo o órgão, o dinheiro foi arrecadado por meio de propinas cobradas nas três principais delegacias do órgão no estado: Curitiba, Londrina e Maringá; "O dinheiro era oriundo de uma forma pré-estabelecida entre aquele que arrecadou, as chefias imediatas e as chefias superiores em Curitiba", afirmou o promotor Jorge Barreto da Costa (Foto: Leonardo Lucena)
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Paraná 247 – As investigações do Ministério Público (MP-PR) apontam que o grupo de auditores fiscais que fez parte de um esquema de corrupção dentro da Receita Estadual do Paraná arrecadou R$ 38,4 milhões em 2014. Segundo o órgão, o dinheiro foi arrecadado por meio de propinas cobradas nas três principais delegacias do órgão estadual: Curitiba, Londrina e Maringá. Apenas na delegacia da Receita Estadual em Londrina, o grupo arrecadava R$ 1 milhão por mês, ainda conforme a promotoria.

"O dinheiro era oriundo de uma forma pré-estabelecida entre aquele que arrecadou, as chefias imediatas e as chefias superiores em Curitiba", afirmou o promotor Jorge Barreto da Costa.

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A operação do Gaeco resultou na prisão de 49 pessoas durante nova fase da Operação Publicano. De acordo com a promotoria, alguns dos presos faziam parte da cúpula da Receita Estadual. Segundo o MP-PR, pelo menos 13 empresas participaram do esquema ou foram abordadas pelos agentes públicos responsáveis pelas solicitações de propina.

A Justiça aceitou as denúncias feitas pelo MP contra 62 pessoas, sendo 15 auditores fiscais da Receita Estadual, 15 empresários, 14 pessoas consideradas pelo órgão como "laranjas" no esquema, 11 contadores, três auxiliares administrativos, dois funcionários públicos, um policial civil e um administrador de empresas. O ministério denunciou o grupo por formação de organização criminosa, corrupção passiva, falso testemunho, falsidade ideológica e outros fatos criminosos.

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Entre os envolvidos no esquema está o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, em depoimento prestado dentro de um acordo de delação premiada. Segundo ele, R$ 4,3 milhões do valor arrecadado em 2014 foram destinados para a campanha de reeleição do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB).

Souza afirmou ao MP que o dinheiro era repassado para o ex-inspetor geral de fiscalização da Receita Estadual Márcio de Albuquerque Lima, apontado pela Justiça como líder da quadrilha - ele está preso.

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Ainda de acordo com delator, o ex-inspetor entregava o dinheiro pessoalmente para o empresário Luiz Abi Antoun, parente do governador Beto Richa. O auditor fiscal relatou ainda que Antoun sabia que o dinheiro era de propina.

De acordo com as investigações do Gaeco, o empresário fazia indicações de cargos para a Receita Estadual, e é apontado nas investigações como "gestor político" do órgão. A Justiça expediu um mandado de prisão contra Antoun, mas não foi localizado até esta quinta-feira (11).

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Outro lado

Em nota, o PSDB negou as declarações atribuídas a Luiz Antônio de Souza, e disse que Luiz Abi Antoun "nunca tratou de arrecadação para a campanha eleitoral", função que era do Comitê Financeiro.

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O partido também afirmou que "as doações recebidas na campanha eleitoral de 2014 ocorreram dentro da legalidade", e que "as contas foram apresentadas e aprovadas integralmente pela Justiça Eleitoral".

Segundo informações do G1, o advogado que representa Luiz Abi Antoun, Luiz Carlos Mendes, disse não ter conhecimento do mandado de prisão e não informou onde está o cliente. O advogado de Márcio de Albuquerque Lima, Douglas Maranhão, disse que não vai se pronunciar sobre as denúncias.

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Por sua vez, o governo estadual informou que Luiz Abi não era funcionário do Executivo e não tinha participação alguma nas indicação da Receita Estadual.

Richa

O governador do Paraná disse que "é o maior interessado" nas investigações do esquema de propina na Receita Estadual do Paraná em Londrina, no norte do estado. "Eu tenho vínculo com muitas pessoas, mas eu não posso ser relacionado a eventuais malfeitos de pessoas que estão sob investigação. Eu não passo a mão na cabeça de ninguém. O governo é o maior interessado para que essas investigações aconteçam, que tudo seja esclarecido", afirmou Beto Richa.

O tucano pediu punição aos envolvidos nos crimes. "Se houve prejuízo à arrecadação do Paraná, que seja também levantado, e, havendo culpados, que sejam punidos", acrescentou.

 

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