‘Nosso desafio é reconquistar as pessoas’, diz a estudante que virou símbolo das ocupações nas escolas

A jovem estudante Ana Júlia, que ficou conhecida após discurso em defesa da Educação na Assembleia Legislativa do Paraná, em 2016, falou no Encontro de Assinantes do 247 sobre os desafios da juventude; “O mais importante é conseguir ir à ruas e conquistar as pessoas de novo”, afirmou; assista

247 - A estudante Ana Júlia ficou conhecida nacionalmente após realizar um discurso na Assembleia Legislativa do Paraná, em 2016, em defesa das ocupações que os alunos paranaenses estavam fazendo nas escolas para tentar impedir a reforma no ensino médio. Ela falou no Encontro de Assinantes do 247, em Curitiba, sobre os três grandes desafios da juventude: não ter medo, manter a esperança e conquistar as pessoas. 

A jovem salientou que não se deve ter medo de repressão policial ou mesmo de repressão familiar quando se decide lutar por um país melhor. “Durante todo esse tempo que eu comecei a militar e tudo mais, por muitas vezes a gente sente medo, principalmente nas mobilizações dos mais jovens e estudantes, seja por medo de repressão policial ou da repressão que vem de casa. A gente não pode ter medo de falar do Lula, não ter medo de falar das nossas pautas, de dizer pelo que a gente luta, do que a gente é contra ou a favor. Não ter medo de ir para a rua, é não ter medo de falar em todo canto que a gente vai o que está acontecendo neste país”.

Sobre esperança, Ana Júlia afirmou que ela está relacionada ao medo. Desta forma, ressaltou a importância de não “abrir mão dela”.  

“Ao mesmo tempo em que o nosso medo vai aumentando a nossa esperança vai caindo. Falar em esperança é um tanto quanto delicado porque ela está muito envolvida com a nossa intimidade, com o que nos move. A gente não pode deixar a nossa esperança cair, a gente não pode abrir mão dela”, frisou.

Por fim, a jovem enfatizou que o mais importante “é conseguir ir às ruas e conquistar as pessoas de novo”. Ela advertiu que, muitas vezes, os parlamentares se distanciam do povo e, por consequência, esquecem das pautas do dia a dia da população.  

“Hoje, por exemplo, sou conselheira universitária na UFPR. Às vezes a gente fica lá dentro dos conselhos e esquece de visitar centros acadêmicos e conversar com os estudantes e ver as pautas deles. Esse é um dos nossos desafios: não nos afastarmos e conseguirmos ir às ruas conversar com as pessoas”, afirmou.

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