O misterioso caso da família desaparecida no Rio Grande do Sul
A ausência de movimentação no comércio e na residência reforçou a preocupação de amigos e vizinhos, que acionaram as autoridades.
247 - A Polícia Civil do Rio Grande do Sul passou a analisar um projétil de arma de fogo encontrado no quintal da casa de Isail Vieira de Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O casal está desaparecido desde o fim de janeiro, assim como a filha, Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos. As informações foram divulgadas pelo Metrópoles.
Além do material balístico, os investigadores também examinam imagens de câmeras de segurança instaladas na residência da família. Os registros mostram a movimentação de veículos em horários diferentes ao longo da noite, o que passou a ser tratado como um dos principais pontos de apuração para tentar reconstituir o que ocorreu antes do sumiço dos três.De acordo com a polícia, o vídeo revela que um carro vermelho chegou ao local por volta das 20h34 e permaneceu por alguns minutos antes de ir embora. Cerca de uma hora depois, o carro branco de Silvana Germann de Aguiar aparece entrando pelo portão da casa, mas não há registro da saída do veículo. Mais tarde, às 23h32, um terceiro automóvel chega, fica por alguns minutos e deixa a residência.
A linha do tempo do desaparecimento começa no sábado, 24 de janeiro, quando Silvana fez uma publicação nas redes sociais informando que havia sofrido um acidente de trânsito. Na mensagem, ela dizia estar bem e sob atendimento médico, mas, segundo a Polícia Civil, nenhum hospital confirmou ter prestado atendimento à mulher naquele período.
No dia seguinte, os pais de Silvana teriam saído de casa por volta das 14h, supostamente para procurar a filha, e não foram mais localizados. Para os investigadores, o fato de a perda de contato com os três familiares ter ocorrido em momentos diferentes aumenta o mistério em torno do caso e amplia as frentes de apuração.Isail e Dalmira são proprietários de um mercado na região, que permanece fechado desde o dia 25, quando eles teriam sido vistos pela última vez. A ausência de movimentação no comércio e na residência reforçou a preocupação de amigos e vizinhos, que acionaram as autoridades.
A Polícia Civil afirma que a perícia no projétil encontrado no quintal pode ajudar a esclarecer se houve algum tipo de violência no local. Paralelamente, os agentes seguem analisando as imagens de segurança e colhendo depoimentos para tentar identificar quem eram os ocupantes dos veículos e qual a relação deles com a família desaparecida.Até o momento, não há confirmação oficial sobre o paradeiro de Isail, Dalmira e Silvana. O caso segue sob investigação, e a polícia pede que qualquer informação que possa contribuir para a localização da família seja repassada às autoridades.