Onyx fez "lavagem judicial" com ajuda da Lava Jato, diz Fernando Brito

Editor do Tijolaço critica acordo firmado pela PGR com Onyx Lorenzoni, que o livrou da acusação de lavagem de dinheiro

Onyx Lorenzoni
Onyx Lorenzoni (Foto: Valter Campanato - Agência Brasil)
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Por Fernando Brito, editor do TijolaçoEspera-se – adianto que em vão – o protesto dos lavajatistas – pela formalização que Sergio Moro já tinha dado ao ministro Onyx Lorenzoni – ex-Casa Civil e atual Cidadania – pelo recebimento de R$ 300 mil de caixa-2 da JBS, nas eleições de 21010 e 2014.

Saiu barato para o contrito ministro, que pagará R$ 189 mil – R$ 111 mil a menos do que embolsou – para ficar com a ficha limpinha, depois desta lavagem judicial, conseguida por um dispositivo colocado por Moro no projeto anticrime, quem até um nome bonito, em inglês: a plea bargain.

Numa tradução livre para o português poderia virar “pagando bem, que mal tem?”, porque o acusado pode negociar uma pena mais branda – neste caso, a multa – para declarar-se culpado sem processo, pagar o combinado e sair livre, leve e solto.

Moro, na época, explicou:

No plea bargain – ele [acusado] confessa, admite e negocia a pena (…). A ideia é diminuir os custos do processo judicial, a velocidade e tramitação do processo para aqueles casos nos quais haja confissão circunstanciada se possa resolver casos sem o julgamento custoso.

Vale para penas máximas de até quatro anos, o que deixa de fora quem furta um fusquinha ou uma vaca.

O valor da pena foi calculado em nove vezes a remuneração líquida do ministro, segundo a Folha, que seria de R$ 21 mil. Só que não, pois Onyx ainda tem o auxílio moradia de ministro (R$ 7,5 mil) e uma remuneração de outros R$ 21 mil como conselheiro do Serviço Social do Comércio.

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