Parte do caixa 2 de Beto Richa era repassado em banheiro de secretaria

Empresário Eduardo Lopes de Souza, dono da construtora Valor, disse, em sua delação premiada, que entregou parte dos R$ 12 milhões que teriam sido entregues ao ex-secretário de Educação do governo Beto Richa (PSDB), Maurício Fanini, para uso em campanhas eleitorais por meio de caixa 2, em um banheiro da sede da secretaria, em Curitiba; "Assim que eu entrava ele dizia "banheiro" e eu ia direto para o banheiro que ficava nos fundos da sala, no lado esquerdo de quem entra. Ao lado do vaso sanitário o Fanini deixava uma mochila. eu tirava o dinheiro da minha mala e colocava na mochila. Eu saía do banheiro, a gente conversava um pouco e logo depois saíamos", afirmou Souza em sua delação

O governador Beto Richa confirmou neste domingo (23) a presença na reunião convocada pela presidente Dilma Rousseff com governadores e prefeitos das capitais em Brasília, nesta segunda-feira (24) às 16h, no Palácio do Planalto. Foto: Ricardo Almeida/ANPr
O governador Beto Richa confirmou neste domingo (23) a presença na reunião convocada pela presidente Dilma Rousseff com governadores e prefeitos das capitais em Brasília, nesta segunda-feira (24) às 16h, no Palácio do Planalto. Foto: Ricardo Almeida/ANPr (Foto: Paulo Emílio)

Paraná 247 - O empresário Eduardo Lopes de Souza, dono da construtora Valor, disse, em sua delação premiada, que entregou parte dos R$ 12 milhões que teriam sido entregues ao ex-secretário de Educação do governo Beto Richa (PSDB), Maurício Fanini, para uso em campanhas eleitorais por meio de caixa 2, em um banheiro da sede da secretaria, em Curitiba.

O empreiteiro, alvo principal da operação Quadro Negro, que apura desvios e irregularidades na pasta, sustenta que Fanini atuava como operador do esquema e que uma mochila com parte do dinheiro teria sido deixado ao lado de um vaso sanitário no banheiro da secretaria estadual.

Ainda segundo o delator, Fanini era quem indicava os descontos que deveriam ser apresentados nas propostas de licitações de reformas e construções de escolas paranaenses para que a empreiteira vencesse as licitações e repassasse o dinheiro da propina.

Segundo Souza, 'as entregas ocorriam na sala dele no prédio' da Secretaria. "Eu subia até a sala do Fanini e combinava com ele de entrar por uma porta lateral que normalmente ficava fechada. Eu entrava por ali para não ter que ficar passando na frente da secretária dele com a mala de dinheiro. Assim que eu entrava ele dizia "banheiro" e eu ia direto para o banheiro que ficava nos fundos da sala, no lado esquerdo de quem entra. Ao lado do vaso sanitário o Fanini deixava uma mochila. eu tirava o dinheiro da minha mala e colocava na mochila. Eu saía do banheiro, a gente conversava um pouco e logo depois saíamos. Geralmente a gente combinava de fazer isso próximo do horário do almoço. Se ele tivesse que ficar ali na Secretaria por mais tempo ele pegava a mochila e colocava num armário dentro da sala dele", afirmou o empresário em sua delação.

O governador Beto Richa se pronunciou por meio de nota onde aforma que "classifica as declarações do delator como afirmações mentirosas de um criminoso que busca amenizar a sua pena. Tais ilações sequer foram referendadas pela Justiça. E suas colocações são irresponsáveis e sem provas. O governador afirma que nunca teve qualquer contato com o senhor Eduardo Lopes de Souza e sequer fez ou pediu para alguém fazer qualquer solicitação a essa pessoa para a campanha eleitoral de 2014. Todas as doações eleitorais referentes à eleição de 2014 seguiram a legislação vigente e foram aprovadas pela Justiça Eleitoral".

Na nota, Richa também destaca que "foi a própria Secretaria de Estado da Educação que, em abril de 2015, detectou disparidades em medições de algumas obras de escolas e abriu auditoria interna sobre o caso".

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