PM é filmado dando tapa em rosto de homem em situação de rua (vídeo)
O caso aconteceu no estacionamento de um supermercado da cidade de Pitanga, no Paraná
247 - Um policial militar foi filmado dando um tapa no rosto de um homem em situação de rua no município de Pitanga, na região central do Paraná. O caso aconteceu na sexta-feira (18), no estacionamento de um supermercado da cidade. De acordo com as imagens, o homem, identificado como Derinaldo Carraro dos Santos, 37 anos, cai no chão ao ser agredido pelo PM. Junto com outro policial, ele arrasta a vítima para fora e acessa a rua do estabelecimento. As informações foram publicadas no portal G1.
No Boletim de Ocorrência (B.O), a Polícia Militar afirmou ter sido procurada pelo fiscal de segurança do supermercado, que denunciou a presença de dois homens “ingerindo bebida alcoólica, perturbando o trabalho e pedindo dinheiro para clientes”. A PM disse no boletim que “foi necessário uso de força moderada para retirar o abordado do local pela sua recusa”. Pela denúncia, os homens intimidaram os clientes do local com uma faca para “doarem dinheiro”. O homem em situação de rua teria xingado uma policial após ser abordado.
Segundo o advogado de defesa Jackson Willam Bahls Rodrigues, Derinaldo entrou em depressão e na dependência alcoólica, o que levou ele a viver na rua. De acordo com a defesa, Derinaldo negou que pede esmola, mas sim o amigo que estava com ele no estacionamento.
Como o colega estava “bastante alcoolizado” e não conseguia se levantar, ele ofereceu ajuda pouco antes de os policiais chegarem. “Ele (Derinaldo) fala alguma coisa sorrindo, e não sabe se recorda do que falou na hora aos policiais. Um deles ficou muito irritado e desferiu um tapa no rosto. Daí em diante, ele diz que começaram uma ‘sessão de tortura’, levaram ele nos fundos e bateram mais”, disse Rodrigues.
Em nota, a Polícia Militar afirmou que, “diante dos fatos narrados, promoverá a instauração do devido procedimento apuratório para o levantamento de todas as circunstâncias que envolvem a ocorrência, no estrito cumprimento das leis e procedimentos protocolares que orientam a atividade policial”.
