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Professores estaduais mantêm greve no Paraná

Em greve há mais de um mês, os professores da rede pública estadual decidiram que não convocarão nova assembleia da categoria, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná (APP-Sindicato); na próxima semana, a APP-Sindicato promete intensificar suas ações junto à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep); "Queremos garantir a aplicação dos 8,17%", afirmou o presidente do sindicato, Hermes Leão

Em greve há mais de um mês, os professores da rede pública estadual decidiram que não convocarão nova assembleia da categoria, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná (APP-Sindicato); na próxima semana, a APP-Sindicato promete intensificar suas ações junto à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep); "Queremos garantir a aplicação dos 8,17%", afirmou o presidente do sindicato, Hermes Leão (Foto: Leonardo Lucena)

Paraná 247 – Em greve há mais de um mês, os professores da rede pública estadual decidiram que não convocarão nova assembleia da categoria, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Paraná (APP-Sindicato).

Na próxima semana, a APP-Sindicato promete intensificar suas ações junto à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). "Queremos garantir a aplicação dos 8,17%", afirmou o presidente do sindicato, Hermes Leão.

O governo do Paraná apresentou aos funcionários da rede pública estadual nova proposta de reajuste salarial – um aumento de 3,45% neste ano, divididos em três parcelas nos meses de setembro (1,15%), outubro (1,15%) e novembro (1,15%). O valor é referente à inflação medida entre maio e dezembro de 2014.

Segundo o Executivo, a iniciativa tem como objetivo repor integralmente apenas a inflação do ano de 2015, a partir de janeiro de 2016. Isso incluiria os valores entre janeiro e maio, que não fazem parte da proposta atual.

"Recebemos com indignação. O governo não fez o debate e trabalhou de forma inadequada durante toda a situação. Essa proposta, mais uma vez, descumpre a lei, penalizando servidores e a população, para 'solucionar' uma crise que a própria administração Beto Richa criou", disse Hermes.

O sindicalista também afirmou que também é "preciso considerar ainda que janeiro é uma época historicamente complicada: o terço de férias, pago nesta época, atrasou diversas vezes e a Lei do Piso, que também precisa ser aplicada em janeiro, no Paraná não é respeitada". "Avaliamos como uma data péssima e mais uma medida autoritária desta administração", acrescentou.