Quem é o jovem morto no Paraná após ser linchado por acusação falsa de homicídio
O rapaz foi vítima de um linchamento cometido por pessoas que acreditavam estar fazendo justiça com as próprias mãos.
247 - Um jovem de 23 anos morreu após ser brutalmente espancado em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, depois de ser acusado injustamente de um homicídio que não cometeu. Deivison Andrade de Lima ficou internado por oito dias, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. O caso é investigado pela Polícia Civil do Paraná. As informações foram divulgadas no Metrópoles.
Deivison foi agredido no dia 18 de janeiro, dois dias após o corpo de Kelly Cristina Ferreira de Quadros ser encontrado em uma área de mata da cidade. Moradores passaram a apontá-lo, de forma equivocada, como suspeito do crime. Segundo a Polícia Civil, após a apuração dos fatos, ficou comprovado que o jovem não teve qualquer participação no homicídio.
De acordo com a investigação, o rapaz foi vítima de um linchamento cometido por pessoas que acreditavam estar fazendo justiça com as próprias mãos. Gravemente ferido, ele foi socorrido e levado inicialmente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), sendo posteriormente internado. A morte foi confirmada na última segunda-feira (26).
A mãe de Deivison relatou que conseguiu falar com o filho ainda consciente na noite em que ele deu entrada na unidade de saúde. Segundo ela, o jovem contou que foi abordado por três homens, colocado à força dentro de um carro e levado para um local isolado.
“Ele disse que apanhou porque confundiram ele com a pessoa que matou essa moça. Meu filho era inocente. Eu só quero justiça”, afirmou a mãe, em depoimento emocionado.
Ainda conforme o relato, os agressores teriam ameaçado fazer com Deivison o mesmo que, segundo eles, havia sido feito com Kelly. Mesmo negando repetidamente qualquer envolvimento no crime, o jovem foi violentamente espancado.
A Polícia Civil do Paraná confirmou que Deivison não era investigado pelo homicídio de Kelly Cristina Ferreira de Quadros e que as agressões ocorreram a partir de uma falsa acusação. Agora, os esforços da investigação estão concentrados na identificação e responsabilização dos autores do linchamento.
O caso reacende o alerta das autoridades sobre os riscos de acusações infundadas e da prática de linchamentos, que além de ilegais, podem resultar na morte de pessoas inocentes. A polícia reforça que denúncias devem ser feitas pelos canais oficiais e que cabe exclusivamente ao Estado investigar crimes e aplicar a lei.
Até o momento, não há informações sobre prisões relacionadas ao linchamento. A Polícia Civil segue colhendo depoimentos e analisando provas para esclarecer completamente o crime e levar os responsáveis à Justiça.