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Ratinho Jr. parabeniza Trump por "libertar a Venezuela"

Governador do Paraná elogia ação dos EUA enquanto Lula repudia ataque, classifica captura de Maduro como afronta à soberania e pede resposta da ONU

O governador Carlos Massa Ratinho Jr. (Foto: Roberto Dziura Jr./Divulgação)

247 - O governador do Paraná, Ratinho Jr., parabenizou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela ação militar na Venezuela, afirmando que a iniciativa teria resultado na libertação do povo venezuelano. A manifestação foi feita por meio de publicação nas redes sociais, nas quais o político celebrou o que chamou de fim de décadas de opressão no país vizinho.

Quero parabenizar o presidente Trump pela brilhante decisão de libertar o povo da Venezuela, um povo que estava sendo oprimido há décadas por tiranos antidemocráticos.”, escreveu Ratinho Jr. em sua conta oficial. Na mesma mensagem, o governador acrescentou: “Viva a liberdade! Viva a democracia! Viva a Venezuela!”.

A declaração do governador paranaense foi divulgada após a ofensiva dos Estados Unidos em território venezuelano, que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. A publicação de Ratinho Jr. foi reproduzida por diferentes veículos e perfis políticos, a partir de seu conteúdo original nas redes sociais.

Em sentido oposto, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, repudiou duramente a ação militar norte-americana. Em comunicado publicado neste sábado (03/01) e difundido em suas redes sociais, Lula classificou o ataque como uma violação grave do direito internacional e da soberania da Venezuela.

Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou o presidente brasileiro.

Na mesma mensagem, Lula alertou para os riscos de escalada de conflitos globais. “Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”, acrescentou.

O presidente também ressaltou que a posição adotada pelo Brasil segue uma linha histórica de condenação ao uso da força. “A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões”, disse.

Ao tratar do impacto regional da ofensiva, Lula afirmou que “a ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”.