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Richa não consegue anular delação da Operação Publicano

O STJ negou por unanimidade o pedido do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), para anular uma delação na Operação Publicano que o aponta como beneficiário de um esquema de corrupção na Receita Estadual; o ex-auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, em colaboração premiada, sustentou que o dinheiro arrecadado como propina abasteceu o caixa 2 da campanha de reeleição do governador tucano; um inquérito investiga cobrança de propinas na Receita Estadual que pode ter causado mais de R$ 2 bilhões de prejuízo ao erário paranaense

Governador do Paraná, Beto Richa, durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça de Luiz Edson Fachin, indicado pela presidenta Dilma Rousseff para ministro do STF (Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

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Blog do Esmael - O STJ negou por unanimidade o pedido do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), para anular uma delação na Operação Publicano que o aponta como beneficiário de um esquema de corrupção na Receita Estadual.

O ex-auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, em colaboração premiada, sustentou que o dinheiro arrecadado como propina abasteceu o caixa 2 da campanha de reeleição do governador tucano.

A ministra Nancy Andrighi, do STJ, havia negado monocraticamente o pedido de anulação da delação, e mantendo a investigação pelos supostos crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica para fins eleitorais e corrupção passiva. O governador Beto Richa então recorreu à Corte Especial do STJ, através de um agravo regimental, mas, os ministros seguiram por unanimidade a posição da relatora, durante julgamento realizado no dia 6 de setembro.

O inquérito 1093/DF investiga cobrança de propinas na Receita Estadual que pode ter causado mais de R$ 2 bilhões de prejuízo ao erário paranaense. Parte do dinheiro, segundo delações de ex-fiscais do órgão fazendário, abasteceu a campanha de reeleição do tucano.

O Blog do Esmael registrou em primeira mão, há duas semanas, a decisão unânime do STJ.

Beto Richa é alvo de outras delações que correm no Superior Tribunal de Justiça, dentre as quais a Operação Quadro Negro, que investiga o tucano por ser “usufrutuário” de propina obtida em fraudes na construção de escolas no estado. O dinheiro desviado da educação, segundo o Ministério Público, também irrigou a campanha de reeleição do governador do PSDB.

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