HOME > Sul

Sangue humano em casa: as novidades do caso da família inteira que desapareceu no RS

Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, está desaparecida desde 24 de janeiro

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul analisa um projétil de arma de fogo encontrado no quintal da casa de Isail Vieira de Aguiar, 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, 70 anos, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. (Foto: Reprodução)

247 - A Polícia Civil confirmou que vestígios de sangue encontrados na residência de Silvana Germann de Aguiar pertencem a humanos, avanço considerado relevante nas investigações sobre o desaparecimento de três integrantes de uma mesma família em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil, em reportagem assinada por Helena Barra e Thomaz Coelho.

De acordo com a corporação, duas amostras coletadas em perícia realizada dentro do imóvel — uma localizada no banheiro e outra nos fundos da casa — tiveram origem humana confirmada após análise laboratorial. O material agora passa por exames complementares para identificar a quem pertence o sangue.

Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, está desaparecida desde 24 de janeiro. No dia seguinte ao sumiço, os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70, saíram para procurá-la e também desapareceram. Desde então, não houve novos contatos com nenhum dos três.

Segundo a investigação, o desaparecimento começou após Silvana publicar, em uma rede social, que havia sofrido um acidente de trânsito durante o retorno de uma viagem a Gramado, na Serra Gaúcha. No dia seguinte, ela voltou à internet para agradecer pelas orações recebidas. Depois dessas mensagens, o celular da mulher foi desligado e nenhuma outra comunicação foi registrada.A Polícia Civil apurou que o acidente relatado não ocorreu. O veículo de Silvana foi localizado estacionado na garagem da própria casa, com a chave dentro do imóvel, fato que aumentou as suspeitas dos investigadores.

Os pais da mulher foram avisados por vizinhos sobre as publicações nas redes sociais e iniciaram buscas pessoais pela filha em 25 de janeiro. Eles chegaram a se dirigir a uma delegacia da cidade, mas encontraram o local fechado por ser domingo. Após esse momento, também não foram mais vistos.

A família é proprietária de um minimercado em Cachoeirinha, estabelecimento que permanece fechado desde o desaparecimento dos três familiares, reforçando o clima de apreensão entre moradores da região.Imagens de câmeras de segurança analisadas pela polícia revelaram movimentações consideradas suspeitas na noite do desaparecimento. Por volta das 20h30, um carro vermelho chegou à residência e deixou o local oito minutos depois. Às 21h28, o automóvel de Silvana entrou na garagem. Mais tarde, às 23h30, outro veículo estacionou em frente à casa, permaneceu por cerca de 12 minutos e foi embora.

Os investigadores ainda tentam esclarecer quem conduzia os veículos e não descartam a possibilidade de que os dois carros registrados sejam, na verdade, o mesmo automóvel retornando ao local em momentos diferentes.

Durante as buscas, os peritos não identificaram sinais aparentes de luta corporal dentro da residência, apesar da presença dos vestígios de sangue. Já na casa dos pais da vítima, foi encontrado um projétil de festim. A polícia informou que, inicialmente, o objeto não tem relação direta com o caso, mas o resultado das perícias ainda deverá confirmar essa avaliação.

Outro elemento que passou a integrar a investigação surgiu nesta semana. Conforme a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, câmeras de segurança registraram o suspeito Cristiano Domingues Francisco dentro da residência da família três dias após o desaparecimento, em 28 de janeiro. A presença dele no imóvel é analisada como possível peça-chave para o esclarecimento do caso.

As autoridades seguem realizando diligências, análises periciais e cruzamento de imagens para reconstruir a cronologia dos acontecimentos. Até o momento, não há confirmação sobre o paradeiro das vítimas nem definição oficial sobre a dinâmica do desaparecimento.

A Polícia Civil mantém as buscas ativas e solicita que qualquer informação que possa ajudar nas investigações seja repassada às autoridades, enquanto familiares e moradores aguardam respostas sobre um dos casos mais intrigantes recentes do Rio Grande do Sul.