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Santana e Mônica ficam calados ao depor na PF

Depoimento começou às 10h e durou cerca de uma hora e meia; foi a primeira vez que o publicitário e a mulher dele depuseram desde que o juiz Sergio Moro converteu as prisões temporárias em preventivas, sem prazo para liberação; durante o interrogatório, o publicitário se manifestou apenas para negar que tenha sido o responsável pela exclusão de sua conta no Dropbox, algo interpretado por Moro como indício de tentativa de obstrução da investigação e motivou a prisão preventiva do casal

Depoimento começou às 10h e durou cerca de uma hora e meia; foi a primeira vez que o publicitário e a mulher dele depuseram desde que o juiz Sergio Moro converteu as prisões temporárias em preventivas, sem prazo para liberação; durante o interrogatório, o publicitário se manifestou apenas para negar que tenha sido o responsável pela exclusão de sua conta no Dropbox, algo interpretado por Moro como indício de tentativa de obstrução da investigação e motivou a prisão preventiva do casal (Foto: Leonardo Lucena)

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Daniel Isaia – Correspondente da Agência Brasil

O publicitário João Santana e a mulher dele, Mônica Moura, ficaram em silêncio ao depor hoje (10) na sede da Polícia Federal, em Curitiba. O casal é investigado na Operação Lava Jato por suspeita de receber dinheiro do esquema de corrupção na Petrobras.

O depoimento começou às 10h e durou cerca de uma hora e meia. Foi a primeira vez que Santana e Mônica depuseram desde que o juiz Sergio Moro converteu as prisões temporárias em preventivas, sem prazo para liberação.

Durante o interrogatório, o publicitário se manifestou apenas para negar que tenha sido o responsável pela exclusão de sua conta no Dropbox, um serviço de armazenamento de arquivos na nuvem. A eliminação da conta fora interpretada por Moro como indício de tentativa de obstrução da investigação e motivou a prisão preventiva do casal.

Em fevereiro, ao serem presos, Santana e Mônica admitiram possuir uma conta não declarada fora do Brasil. Segundo o casal, no saldo estavam depositados pagamentos referentes a campanhas políticas feitas no exterior. Dentre esses pagamentos, figuravam US$ 3 milhões de offshores ligadas à empresa Odebrecht e US$ 4,5 milhões de Zwi Skornicki, apontado pelas investigações como um dos principais operadores do esquema de corrupção na Petrobras.

João Santana foi marqueteiro da campanha de reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, e das duas campanhas da presidenta Dilma Rousseff.

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