Stédile: Estamos travando em Curitiba uma batalha pela democracia

O líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, disse que a participação dos movimentos sociais em torno do depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sérgio Moro, na tarde desta quarta-feira (10), tem como objetivo a defesa da democracia; "Não estamos aqui para acompanhar uma audiência, mas sim para defender a democracia, os direitos do povo trabalhador e o direito do Lula ser candidato a presidente", afirmou; "Estamos travando aqui em Curitiba mais uma batalha pela democracia e pelos direitos do povo trabalhador", completou

gpoinia. entrevista a radiobras do coordenador do MST, joao pedro stedile, durante manisfesta�ao da UNE, MST, CUT. foto valter campanato
gpoinia. entrevista a radiobras do coordenador do MST, joao pedro stedile, durante manisfesta�ao da UNE, MST, CUT. foto valter campanato (Foto: Paulo Emílio)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Do portal VermelhoNão estamos aqui para acompanhar uma audiência, mas sim para defender a democracia, os direitos do povo trabalhador e o direito do Lula ser candidato a presidente". Foi assim que João Pedro Stédile, da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), definiu o sentido do acampamento inaugurado nesta terça-feira (9), em Curitiba, na véspera do depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sérgio Moro, nesta quarta-feira (10).

"Estamos travando aqui em Curitiba mais uma batalha pela democracia e pelos direitos do povo trabalhador", enfatizou Stédile, anunciando logo em seguida que, por volta das 18h30, uma marcha com tochas e velas sairia do acampamento em direção à catedral de Curitiba, para participar de um ato inter-religioso em defesa da paz, da democracia e dos direitos.

Stédile participou à tarde de um ato político no acampamento instalado entre o estádio do Paraná Futebol Clube e a estação rodoferroviária da capital paranaense, que também contou com a presença do ex-secretário geral do Itamaraty Samuel Pinheiro Guimarães, do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Marcelo Lavenère e da presidente da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais, Beatriz Cerqueira. Além de explicitar o sentido político do acampamento, o ato apresentou alguns dos desafios que estão colocados pela atual conjuntura política, que vão além do depoimento de Lula nesta quarta-feira.

Beatriz Cerqueira foi a mais eloquente a respeito desses desafios. "O momento é de guerra e temos o legítimo direito de reagir ao que estão fazendo. Se não reagirmos agora, eles mudarão toda a Constituição, sem realizar uma Assembleia Constituinte, e teremos outro Estado no Brasil. Neste momento, o Congresso está cercado pela polícia e pelo Exército, enquanto tentam votar a Reforma da Previdência. Nós temos que impedir que esse Estado se instale", afirmou a dirigente da CUT de Minas Gerais. Na mesma linha, Stédile destacou que faz parte do processo golpista em curso impedir que as forças populares vençam a eleição em 2018 e consolidar, assim, a implantação do projeto neoliberal expresso nas propostas de reformas enviadas ao Congresso. Para ele, só um governo emanado das urnas terá legitimidade para tirar o país da crise em que se encontra.

O grande desafio que essa conjuntura apresenta, especialmente para o movimento sindical, acrescentou Beatriz Cerqueira, é que ela impõe o retorno à luta de classes, deixando em segundo plano as lutas por categoria que marcaram a luta sindical nas últimas décadas. "O momento é de pensarmos da classe para a categoria e não mais da categoria para a classe. Estar em Curitiba hoje é fazer a luta pela democracia. Se não colocarmos a luta contra o golpe no nosso cotidiano, seremos derrotados", defendeu.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como:

• Cartão de crédito na plataforma Vindi: acesse este link

• Boleto ou transferência bancária: enviar email para [email protected]

• Seja membro no Youtube: acesse este link

• Transferência pelo Paypal: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Vakinha: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Catarse: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo APOIA.se: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Patreon: acesse este link

Inscreva-se também na TV 247, siga-nos no Twitter, no Facebook e no Instagram. Conheça também nossa livraria, receba a nossa newsletter e ative o sininho vermelho para as notificações.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247