TCE-PR anuncia auditoria no sistema prisional

Ao tomar posse como presidente no biênio 2017-2018, o conselheiro Durval Amaral anunciou que TCE-PR dará prioridade neste ano à fiscalização do sistema prisional do Estado; uma equipe técnica será nomeada para, no prazo de 60 dias, levantar informações sobre o sistema; em 2016, o Paraná gastou R$ 720 milhões para manter uma população carcerária de 20 mil pessoas nos presídios do Estado - com custo médio de R$ 35 mil por preso ao ano; neste cálculo não estão incluídos os cerca de 10 mil presos que estão em delegacias no Estado

Ao tomar posse como presidente no biênio 2017-2018, o conselheiro Durval Amaral anunciou que TCE-PR dará prioridade neste ano à fiscalização do sistema prisional do Estado; uma equipe técnica será nomeada para, no prazo de 60 dias, levantar informações sobre o sistema; em 2016, o Paraná gastou R$ 720 milhões para manter uma população carcerária de 20 mil pessoas nos presídios do Estado - com custo médio de R$ 35 mil por preso ao ano; neste cálculo não estão incluídos os cerca de 10 mil presos que estão em delegacias no Estado
Ao tomar posse como presidente no biênio 2017-2018, o conselheiro Durval Amaral anunciou que TCE-PR dará prioridade neste ano à fiscalização do sistema prisional do Estado; uma equipe técnica será nomeada para, no prazo de 60 dias, levantar informações sobre o sistema; em 2016, o Paraná gastou R$ 720 milhões para manter uma população carcerária de 20 mil pessoas nos presídios do Estado - com custo médio de R$ 35 mil por preso ao ano; neste cálculo não estão incluídos os cerca de 10 mil presos que estão em delegacias no Estado (Foto: Leonardo Lucena)

Paraná 247 - Ao tomar posse como presidente no biênio 2017-2018, nesta quinta-feira (12), o conselheiro Durval Amaral anunciou que Tribunal de Contas do Paraná dará prioridade neste ano à fiscalização do sistema prisional do Estado. Uma equipe técnica será nomeada para, no prazo de 60 dias, levantar informações sobre o sistema. Em 2016, o Paraná gastou R$ 720 milhões para manter uma população carcerária de 20 mil pessoas nos presídios do Estado - com custo médio de R$ 35 mil por preso ao ano. Neste cálculo não estão incluídos os cerca de 10 mil presos que estão em delegacias no Estado.

Na etapa seguinte, deverão ser instauradas auditorias operacionais para avaliar a eficácia do gasto público no setor, impor medidas corretivas e, se necessário, responsabilizar gestores. O trabalho será executado com o auxílio da equipe da Terceira Inspetoria de Controle Externo do TCE-PR, que tem como superintendente o conselheiro Fernando Guimarães. Responsável pela fiscalização da Secretaria de Estado da Segurança Pública no quadriênio 2015-2018, a 3ª ICE já acompanha a situação do sistema penitenciário.

Segundo o novo presidente, o TCE-PR avaliará as instalações, a estrutura de pessoal, a gestão, o custo e, principalmente, a capacidade de ressocialização do sistema prisional. "Tenho a certeza de que, apesar do alto investimento, a sociedade paranaense não está satisfeita com os resultados", afirmou Durval. "O cidadão paga muito para que as cadeias e presídios sejam apenas depósitos de presos, sem oportunidade de ressocialização."

Efetividade do gasto público

Fundamental diante da crise prisional que afeta o sistema em todo o País, a fiscalização da área da segurança pública não será a única ação do TCE-PR para avaliar a prestação de serviços ao cidadão paranaense nos próximos dois anos. Ele anunciou também atenção especial às obras publicas. "Não aceitaremos elefantes brancos e teremos instrumentos para medir a qualidade do asfalto implantado pelo Estado, em obras próprias, ou pelas concessionárias", completou.

Entre 2005 e 2014, a despesa com pessoal no Governo do Paraná aumentou 121% acima da inflação, enquanto a receita teve crescimento real de 63% no período. "Vamos verificar se esse aumento do gasto teve correspondência na oferta de serviços públicos de qualidade", anunciou o novo presidente.

Nessa tarefa, Durval pretende contar com a contribuição da sociedade. Ele anunciou o incremento dos aplicativos tecnológicos para que o cidadão possa apresentar denúncias ao Tribunal sobre o mau uso do dinheiro público em todo o Paraná.  "O cidadão é quem mais tem condições de enxergar as irregularidades nos locais em que elas acontecem."

*Com TCE-PR

 

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