Testemunha de Odebrecht diz a Moro que Palocci era o ‘Italiano’

Arrolado como testemunha de defesa de Marcelo Odebrecht, o ex-diretor da Odebrecht afirmou nesta segunda-feira, 6, que o apelido "Italiano" era uma referência ao ex-ministro Antônio Palocci, preso em setembro de 2016; "A gente sabia que o 'Italiano' era o Palocci", disse Barbosa. "A gente sabia quem?", perguntou Sérgio Moro. "Eu sabia. Eu tinha sido informado pelo Márcio Faria [ex-diretor da Odebrecht, já condenado na Operação Lava Jato]", relatou; Barbosa contou que não conhece Antônio Palocci pessoalmente e que nunca tratou assuntos com ele

Palocci é escoltado por policiais em Curitiba. 26/9/2016. REUTERS/Rodolfo Buhrer
Palocci é escoltado por policiais em Curitiba. 26/9/2016. REUTERS/Rodolfo Buhrer (Foto: Aquiles Lins)

Paraná 247 - Em depoimento ao juiz Sérgio Moro nesta segunda-feira, 6, por videoconferência, o ex-diretor da Odebrecht Fernando Sampaio Barbosa afirmou que o apelido "Italiano" era uma referência ao ex-ministro Antônio Palocci, preso em setembro de 2016, durante a 35ª fase da operação Lava Jato.

"A gente sabia que o 'Italiano' era o Palocci", disse Barbosa. "A gente sabia quem?", perguntou Sérgio Moro. "Eu sabia. Eu tinha sido informado pelo Márcio Faria [ex-diretor da Odebrecht, já condenado na Operação Lava Jato]", relatou. Fernando Barbosa foi arrolado como testemunha de defesa do ex-presidente da Odebrecht S.A., Marcelo Odebrecht. O ex-diretor contou que não conhece Antônio Palocci pessoalmente e que nunca tratou assuntos com ele.

Ao todo, sete pessoas foram ouvidas e uma não compareceu à audiência na manhã desta segunda-feira; duas testemunhas foram arroladas pela defesa do empresário Marcelo Odebrecht e o restante, pela defesa do ex-assessor de Palocci, Branislav Kontic.

A 35ª fase surgiu de uma planilha que foi apreendida na 23ª fase da Lava Jato, chamada de Acarajé, na qual foram presos o publicitário João Santana e sua mulher, Monica Moura, que fizeram campanhas eleitorais para o Partido dos Trabalhadores (PT) – ambos já condenados pela operação.

De acordo com o MPF, a planilha mostra valores ilícitos repassados a Palocci tanto em período de campanha quando fora dele. A planilha era chamada de "Posição Programa Especial Italiano" e usava, segundo investigadores, o termo "italiano" como codinome para se referir ao ex-ministro.

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