Universidades enfrentam corte de verbas no Paraná

O governo Beto Richa (PSDB) deve, ao menos, R$ 30 milhões em recursos de manutenção atrasados para seis das sete universidades estaduais; a Universidade Estadual de Maringá (UEM), por exemplo, está com contas de luz, água e telefonia atrasadas desde dezembro de 2014; com cerca de 14 mil alunos, a universidade esperava receber R$ 16,3 milhões para a manutenção das aulas e pesquisas no ano passado; mas o governo ainda deve R$ 1,4 milhão desse total

O governo Beto Richa (PSDB) deve, ao menos, R$ 30 milhões em recursos de manutenção atrasados para seis das sete universidades estaduais; a Universidade Estadual de Maringá (UEM), por exemplo, está com contas de luz, água e telefonia atrasadas desde dezembro de 2014; com cerca de 14 mil alunos, a universidade esperava receber R$ 16,3 milhões para a manutenção das aulas e pesquisas no ano passado; mas o governo ainda deve R$ 1,4 milhão desse total
O governo Beto Richa (PSDB) deve, ao menos, R$ 30 milhões em recursos de manutenção atrasados para seis das sete universidades estaduais; a Universidade Estadual de Maringá (UEM), por exemplo, está com contas de luz, água e telefonia atrasadas desde dezembro de 2014; com cerca de 14 mil alunos, a universidade esperava receber R$ 16,3 milhões para a manutenção das aulas e pesquisas no ano passado; mas o governo ainda deve R$ 1,4 milhão desse total (Foto: Leonardo Lucena)

Paraná 247 - O governo Beto Richa (PSDB), deve, ao menos, R$ 30 milhões em recursos de manutenção atrasados para seis das sete universidades estaduais, entre elas a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade Estadual de Maringá (UEM).

A UEM está com contas de luz, água e telefonia atrasadas desde dezembro de 2014, segundo informações do Portal IG. Com cerca de 14 mil alunos, a universidade esperava receber R$ 16,3 milhões para a manutenção das aulas e pesquisas no ano passado. Mas o governo ainda deve R$ 1,4 milhão desse total.

Na UEL, a dívida do governo é ainda maior. Dos R$ 26,8 milhões previstos inicialmente para a instituição, R$ 20,7 milhões foram liberados, mas apenas R$ 13,1 milhões chegaram aos cofres da universidade.

Além da falta de verbas, as universidades têm tido dificuldade para receber novos professores concursados, por que o governo não tem feito as nomeações.

A UEL, por exemplo, aguarda a nomeação de 94 professores. Desse total há o compromisso de nomeação imediata de apenas quatro docentes. Fora esses profissionais, outras 103 vagas para professores foram liberadas para concurso, mas sem garantia de que serão contratados em um futuro próximo.

A Justiça do Paraná concedeu, na sexta-feira (7), liminar que obriga o retorno imediato dos servidores estaduais das universidades sob pena de multa diário no valor de R$ 3 mil. Conforme a decisão, pelo menos 70% dos funcionários de hospitais universitários e 40% dos técnicos e docentes da graduação não retornem ao trabalho.

Segundo a assessoria de imprensa do TJ-PR, o Sinteemar (sindicato de técnicos), réu na ação, ainda não foi comunicado. Nenhum representante do Sinteemar foi encontrado para comentar a decisão.

Outro lado

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná informou que os valores de repasse em atraso devem ser negociados ao longo de 2015.

"O que temos em 2014 são valores já empenhados que estão esperando o pagamento. Em qualquer início é comum que as administrações públicas tenham recursos empenhados que não foram pagos", disse João Carlos Gomes, secretário de ciência, tecnologia e ensino superior do Paraná.

De acordo com o dirigente, os cerca de R$ 30 milhões devidos pelo governo para a manutenção das universidades estaduais serão repassados dentro de uma programação. "Elas receberão possivelmente até abril", acrescentou. O dirigente determinou ainda que 240 professores e 270 técnicos devem ser nomeados para as sete universidades até julho deste ano.

Com relação às obras paradas nas universidades estaduais pelo atraso dos pagamentos do Fundo Paraná, Gomes afirmou que neste momento a prioridade será o pagamento de pessoal. "Vivemos um momento de dificuldade. Nesses três primeiros meses, priorizamos o pagamento de pessoal. Acreditamos que depois disso possamos retomar as obras paradas."

O secretário informou, ainda, que o governo pagará o terço de férias dos professores e agentes universitários no dia 31 de março, em parcela única.

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