Visita de diplomata dos EUA ao TRF-4 é um escândalo, denuncia líder do PT

“Qual seria a repercussão se em vez de um diplomata dos EUA o TRF-4 fosse visitado por uns conselheiros das embaixadas da Venezuela, Rússia, China ou Cuba?”, provocou o deputado Paulo Pimenta

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PT na Câmara - O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), criticou nesta quarta-feira (4) duramente a visita do conselheiro para Assuntos Políticos da Embaixada dos EUA em Brasília, Willard Smith, feita na terça-feira (3), ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), onde foi recebido pelo presidente da corte, o desembargador Victor Luiz dos Santos Laus.

Para Pimenta, trata-se de um verdadeiro escândalo, configurando um inadmissível ato intervencionista nos assuntos internos do Brasil. “Imagine a cena: um “conselheiro” da Embaixada do Brasil nos Estados Unidos vai à sede de um tribunal em Boston para dizer a um juiz que está acompanhando com atenção um caso que este mesmo juiz está julgando. Pois isso aconteceu. Mas de forma invertida.”

“Qual seria a repercussão se em vez de um diplomata dos EUA o TRF-4 fosse visitado por uns conselheiros das embaixadas da Venezuela, Rússia, China ou Cuba?”, provocou o líder do PT.

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Tribunal da Lava Jato

Em sua opinião, o fato é constrangedor e mancha ainda mais a imagem da Justiça brasileira, sobretudo porque os mesmos desembargadores do tribunal da Lava Jato que receberam Willard Smith são os que condenaram na semana passada, de forma ilegal e inconstitucional, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com base num processo fraudulento relacionado a um sítio em Atibaia.

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O líder recordou que Lula sempre procurou, nos seus dois mandatos (2003 a 2010), fazer prevalecer a soberania e os interesses nacionais, sem alinhamento automático com os EUA, como faz agora o governo de extrema direita Jair Bolsonaro.

Influência dos EUA na Lava Jato

A visita do agente norte-americano ao TRF-4, na análise de Pimenta, tem um outro aspecto grave, já que está clara a influência dos EUA na Lava Jato e no golpe de 2016, para fazer prevalecer seus interesses no petróleo do pré-sal. “Mesmo assim, vem um diplomata norte-americano e é recebido com tapete vermelho no TRF-4”, observou Pimenta. Para o líder do PT, é inadmissível o comportamento dos desembargadores do TRF-4 perante os EUA.

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Pimenta lembrou que a nova geração dos golpes de Estado na América Latina tem contado com a Lawfare – o uso da Justiça com fins políticos e ideológicos, como têm sido os processos contra Lula. Essa estratégia é engendrada nos Departamentos de Estado, Justiça, Tesouro e órgãos de espionagem dos Estados Unidos.

Parlamento Europeu

O líder do PT tratou deste tema em visita ao Parlamento Europeu em junho passado. Lá, ele entregou um relatório denunciando em detalhes a participação dos EUA na Operação Lava Jato, num esquema que contrariou a Constituição brasileira, já que a ação foi realizada de maneira informal e sob completo desconhecimento do Ministério da Justiça, a quem cabe monitorar a cooperação judicial entre o Brasil e outros países.

O documento denunciou também a prática de lawfare contra Lula. O pormenorizado relatório, em português e inglês, lista todos os desmandos da Lava Jato, denunciados há anos por juristas brasileiros e estrangeiros e agora comprovados por uma série de reportagens do site The Intercept Brasil.

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Conluio entre Moro e EUA

Mostrou também o conluio entre a Lava Jato e os governos dos Estados Unidos com objetivos geopolíticos a fim de tirar o protagonismo internacional do Brasil alcançado durantes os governos do PT (2003 até o golpe de 2016) e “fazer a América do Sul virar de novo quintal norte-americano”.

Entre os desdobramentos da Lava Jato, Pimenta citou o golpe que derrubou a presidenta eleita Dilma Rousseff, em 2016, o enfraquecimento do BRICS e do G-20, e, principalmente, a entrega do petróleo do pré-sal a petroleiras estrangeiras – em especial as dos EUA- por preços irrisórios.

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