Até 10 minutos de atividade física já ajudam a diminuir o risco de ter um câncer

Já o sedentarismo extremo pode aumentar a probabilidade de um tumor surgir em mais de 80%, revela um estudo americano com mais de oito mil pessoas

(Foto: Reprodução)
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Por Fábio de Oliveira, da Agência Einstein - Pesquisadores da Universidade do Texas MD Anderson Cancer Center, em conjunto com colegas de outros cantos dos Estados Unidos, resolveram investigar a associação entre sedentarismo e mortalidade por câncer em geral. Eles descobriram que as pessoas que ficavam sentadas por muito tempo ao longo do dia apresentaram um risco 82% maior de falecerem devido ao problema. 

Mas também trouxeram boas notícias: trocar 30 minutos de inatividade por exercício físico de intensidade moderada, como andar de bicicleta, foi relacionado a uma probabilidade 31% menor de morte por câncer. Além disso, dez minutos de uma atividade de baixa intensidade, como caminhar, também derrubou essa possibilidade em 8%. O trabalho foi publicado no periódico científico Journal of the American Medical Association Oncology (JAMA-Oncology).

Para chegar a esses resultados, os cientistas analisaram dados de mais de oito mil participantes de um outro grande estudo americano entre 2009 e 2012. Esses homens e mulheres tinham 45 anos ou mais, além de apresentarem variados quadros de saúde – havia de diabéticos a praticantes regulares de atividade física. Nenhum deles tinha sido diagnosticado com câncer quando foram recrutados. Os voluntários usaram um aparelho chamado de acelerômetro preso ao quadril por sete dias durante dez horas ou mais, ou seja, quando estavam despertos. Por meio de sensores, o dispositivo registra os movimentos que uma pessoa faz ao longo da jornada. 

A taxa de atividade foi definida da seguinte forma: de 0 a 49 contagens por minuto, o indivíduo era considerado sedentário. De 50 a 1064 contagens, se movimentava em uma intensidade leve e, pelo menos 1065 contagens, de moderada a vigorosa. Depois de cinco anos, 268 participantes morrem de câncer. Quem se mostrou mais inativo apresentou um risco 82% maior de óbito por causa da doença. Isso se manteve mesmo após os pesquisadores levarem em conta fatores como fumo, idade, peso entre outros. “O estudo mostra uma associação e não causa e efeito”, explica a cardiologista Luciana Janot, do Centro de Reabilitação do Hospital Israelita Albert Einstein. “Ou seja, não quer dizer que quem é sedentário vai morrer de câncer.”

O alento é que ao se movimentar por pelo menos 30 minutos, o perigo diminui. O risco também cai com apenas dez minutos mexendo o corpo em tarefas como limpar a casa ou jardinagem. “Com um pouco de exercício, já se reduz o risco”, diz a especialista. “Não precisa ser atleta.”

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