Estudo aponta que o Brasil precisa investir mais de R$ 500 bi em 10 anos para atingir metas de universalização de saneamento

Um direito à saúde e à moradia vem sendo negado para cerca de 40% da nossa população

(Foto: Oswaldo Forte/Agência Belém)


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247 - O Brasil precisa ter um investimento de R$ 500 bilhões nos próximos dez anos para cumprir metas de universalização do saneamento básico no País. Cerca de 93 milhões de brasileiros não têm acesso à coleta de esgoto. Um direito básico à saúde e à moradia vem sendo negado para cerca de 40% da nossa população. Os números foram publicados em um estudo feito pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), com dados de 2022, e pelo Instituto Trata Brasil, que é uma OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, formado por empresas que atuam na área de saneamento. O SNIS é ligado ao Ministério das Cidades. 

De acordo com o médico sanitarista Marcus Polignano, "para cada R$ 1 que você investe em saneamento, você economiza pelo menos R$ 4 nas internações, nas hospitalizações, nas doenças". "Fora o número de mortes desnecessárias ou evitáveis que a gente tem com esse processo", afirmou, de acordo com relatos publicados nesta segunda-feira (4) pelo Jornal Nacional.

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A pasta das Cidades afirmou que, somando o número de pessoas que têm poços ou usam água de nascentes, o acesso ao abastecimento é de 97% no país. O ministério disse que o indicador de esgotamento sanitário aumentou para 85% quando consideradas também as pessoas que têm fossa séptica em casa.

Em 2020 foi aprovado o Marco do Saneamento (Lei nº 14.026/2020). A meta é universalizar o abastecimento de água, a coleta e o tratamento de esgoto em até dez anos. Outro objetivo é reduzir de 40% para 25% as perdas de água na distribuição. 

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