Estudo revela que pessoas negras sofrem mais com erro médico e acidentes em cirurgias

O Boletim Saúde da População Negra expôs a disparidade racial no sistema de saúde brasileiro, trazendo à tona dados preocupantes sobre internações devido a "eventos adversos"

(Foto: Reprodução)


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247 - Um novo estudo divulgado pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e pelo Instituto Çarê revela que pessoas negras no Brasil foram mais frequentemente vítimas de erros médicos e acidentes durante cirurgias no período de 2010 a 2021. O Boletim Saúde da População Negra, produzido em parceria entre as duas instituições, e publicado pelo G1, expôs a disparidade racial no sistema de saúde brasileiro, trazendo à tona dados preocupantes sobre internações devido a "eventos adversos".

O estudo analisou um total de 66.496 internações registradas entre 2010 e 2021, relacionadas a "eventos adversos" que incluem cortes acidentais, perfurações, assepsia insuficiente de feridas, objetos estranhos deixados no corpo do paciente e erros de dosagem, entre outros incidentes médicos. Em média, houve 15 casos por dia durante esse período.

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Os resultados da pesquisa destacaram que, em todas as regiões do Brasil, exceto no Sul, as taxas de internação devido a incidentes por "eventos adversos" são significativamente mais altas entre a população negra em comparação com a população branca. Entre 2012 e 2021, a média revelou que no Norte e no Nordeste, as pessoas negras têm seis vezes mais chances de serem internadas devido a negligência médica em comparação com as pessoas brancas. No Centro-Oeste, essa probabilidade é três vezes maior, enquanto no Sudeste, as pessoas negras enfrentam uma chance 65% mais elevada de serem hospitalizadas devido a tais eventos.

É importante notar que a análise se concentrou apenas em casos envolvendo negros e brancos devido à baixa incidência documentada de casos envolvendo indivíduos amarelos e indígenas.

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