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Fim da calvície? medicina chinesa ancestral que usa raiz é a aposta do momento

Raiz utilizada há mais de mil anos na medicina tradicional chinesa pode abrir um novo caminho para o tratamento

Fim da calvície? medicina chinesa ancestral que usa raiz é a aposta do momento (Foto: Freepik)

247 - Uma raiz utilizada há mais de mil anos na medicina tradicional chinesa pode abrir um novo caminho para o tratamento da calvície androgenética, a forma mais comum de queda de cabelo no mundo. Uma revisão científica recente indica que o Polygonum multiflorum, planta historicamente descrita como capaz de “escurecer os cabelos e nutrir a essência”, apresenta potencial para estimular a regeneração capilar por meio de diferentes mecanismos biológicos que atuam de forma simultânea

.A informação foi divulgada da análise de um estudo publicado no Journal of Holistic Integrative Pharmacy, que reuniu evidências modernas e registros históricos sobre o uso da planta na fitoterapia chinesa .A alopecia androgenética afeta milhões de pessoas em todo o mundo e, atualmente, é tratada principalmente com medicamentos como finasterida e minoxidil. Embora esses fármacos sejam considerados eficazes, eles costumam gerar preocupações relacionadas a possíveis efeitos colaterais e ao uso prolongado, o que tem levado parte dos pacientes a buscar alternativas vistas como mais suaves ou de abordagem mais ampla.

De acordo com a revisão, o Polygonum multiflorum se diferencia dos tratamentos convencionais justamente por não agir em apenas uma via biológica. Os pesquisadores apontam que a planta parece reduzir os efeitos da di-hidrotestosterona (DHT), hormônio associado à miniaturização dos folículos capilares, além de proteger as células do folículo contra a morte celular precoce, um dos processos ligados à progressão da calvície.

O composto também estaria envolvido na ativação de sistemas de sinalização relacionados ao crescimento dos fios, como Wnt e Shh, além de contribuir para a melhora da circulação sanguínea no couro cabeludo, o que favoreceria o fornecimento de oxigênio e nutrientes aos folículos capilares.“Nossa análise faz a ponte entre a sabedoria antiga e a ciência moderna”, afirmou Han Bixian, primeiro autor do estudo. “O que nos surpreendeu foi a consistência com que textos históricos — desde a Dinastia Tang — descrevem efeitos que se alinham perfeitamente com o entendimento atual da biologia capilar. Estudos modernos agora confirmam que isso não é folclore; é farmacologia.”

Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores analisaram um amplo conjunto de fontes, incluindo experimentos laboratoriais, observações clínicas e registros históricos da medicina tradicional chinesa. Em conjunto, os dados sugerem que o Polygonum multiflorum pode ir além de simplesmente retardar a progressão da queda de cabelo, oferecendo também estímulos diretos ao crescimento dos fios.A revisão destaca que, ao influenciar diversos fatores e vias de sinalização envolvidos no ciclo capilar, a planta pode apoiar ativamente a regeneração dos cabelos, em vez de apenas conter novas perdas. Essa ação mais ampla, segundo os autores, poderia torná-la mais eficaz do que terapias focadas em um único alvo biológico.“Quando devidamente processada — uma etapa fundamental na preparação tradicional — a erva apresenta um perfil de segurança favorável, tornando-se mais aceitável para pacientes receosos de efeitos colaterais como disfunção sexual ou irritação no couro cabeludo associados aos medicamentos atuais”, destaca o artigo.

Apesar do otimismo, os próprios pesquisadores ressaltam que ainda são necessários ensaios clínicos de alta qualidade para confirmar os resultados observados e definir a forma ideal de uso da substância em tratamentos médicos. Mesmo assim, a revisão reforça como a investigação científica rigorosa de remédios tradicionais pode abrir novas perspectivas terapêuticas para condições comuns, como a alopecia androgenética.