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Fiocruz alerta para alta de casos graves de gripe no Brasil em 2026

Boletim InfoGripe aponta crescimento de internações por SRAG em várias regiões e reforça importância da vacinação e medidas preventivas

Fiocruz alerta para alta de casos graves de gripe no Brasil em 2026 (Foto: Freepik )

247 - Os casos graves de gripe continuam em crescimento no Brasil, acendendo um sinal de alerta em diferentes regiões do país. De acordo com reportagem publicada pelo jornal O Globo, com base em dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maioria dos estados apresenta níveis preocupantes de atividade de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

As informações constam no mais recente boletim do sistema InfoGripe, desenvolvido pela Fiocruz, que monitora casos de SRAG associados a hospitalizações. A análise referente à semana de 22 a 28 de março indica que estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste estão classificados em níveis de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento das infecções respiratórias.

Além do vírus Influenza — responsável pela gripe —, o aumento das hospitalizações também é impulsionado por outros agentes virais, como o vírus sincicial respiratório (VSR), associado à bronquiolite em crianças, e o rinovírus, causador do resfriado comum. O levantamento aponta ainda a presença do Sars-CoV-2, responsável pela Covid-19, entre os vírus detectados.

Até o momento, o Brasil já registrou 28.363 casos de SRAG em 2026. Entre os exames laboratoriais positivos nas últimas quatro semanas, 27,4% foram atribuídos ao Influenza A e 1,5% ao Influenza B. O rinovírus responde por 45,3% dos casos, seguido pelo VSR (17,7%) e pelo Sars-CoV-2 (7,3%).

No recorte dos óbitos, os dados indicam maior impacto do Influenza A, responsável por 36,9% das mortes, seguido pelo rinovírus (30%) e pelo Sars-CoV-2 (25,6%). Já o Influenza B representa 2,5% dos óbitos, enquanto o VSR responde por 5,9%.

A incidência de SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente na população idosa, o que reforça a necessidade de atenção aos grupos mais vulneráveis.

A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, destacou a preocupação com o número de mortes associadas à gripe e enfatizou a importância da imunização. “Por isso, é fundamental que pessoas dos grupos prioritários como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e da educação estejam em dia com a vacina contra a influenza. Também é importante que gestantes a partir da 28ª semana recebam a vacina contra o VSR, garantindo proteção aos bebês desde o nascimento”, afirmou em nota.

A especialista também orienta a adoção de medidas preventivas adicionais, especialmente em locais com aumento de casos. “Além disso, é importante também manter a higiene, como lavar sempre as mãos. Em caso de sintomas de gripe ou resfriado, o ideal é manter isolamento. Se isso não for possível, a orientação é sair de casa usando uma máscara de boa qualidade, como PFF2 ou N95”, disse.

A campanha nacional de vacinação contra a gripe teve início no final de março e é apontada como a principal estratégia para conter o avanço das infecções graves. Autoridades de saúde reforçam que a adesão à vacina, aliada a cuidados básicos de higiene e proteção, é essencial para reduzir a pressão sobre o sistema de saúde e evitar complicações decorrentes das doenças respiratórias.