Linfomas: doenças se manifestam em qualquer idade e região do corpo

Câncer surge quando as células de defesa linfócitos sofrem alterações, se proliferam e se acumulam nos gânglios linfáticos

www.brasil247.com -
(Foto: Divulgação)


Por Alexandre Raith, da Agência Einstein - Quando os linfócitos — células do sistema de defesa — passam a se multiplicar de forma desordenada e se acumulam nos gânglios linfáticos, surge o linfoma. Este câncer pode se manifestar em diferentes idades e em qualquer região do corpo e, apesar de existirem cerca de 120 subtipos, a neoplasia do sistema linfático se divide entre o linfoma de Hodgkin (LH) e o de não-Hodgkin (LNH). 

As causas tanto do LH quanto do LNH são, na maioria das vezes, desconhecidas, de acordo com Adriana Scheliga, hematologista e diretora da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. Há, no entanto, algumas situações que aumentam o risco, como: 

  • Pessoas portadoras de imunodeficiências ou doenças autoimunes;
  • Algumas infecções virais, como hepatite C e HTLV (vírus T-linfotrópico humano);
  • Pessoas expostas, no trabalho, a agentes químicos e ionizantes. 

“Quando os linfócitos sofrem algumas alterações, como por irradiação, infecções virais e bacterianas, e se tornam malignos, podem se proliferar e se acumular nos gânglios linfáticos. Assim surge a maioria dos linfomas”, explica a especialista. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em outubro, a morte do ator Caike Luna, que estava tratando um linfoma de não-Hodgkin, despertou o interesse sobre os tipos, os sintomas e a prevalência da doença. O LNH, por exemplo, é o mais frequente, com cerca de 90% dos diagnósticos. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) confirmam: em 2020, a estimativa de novos casos do linfoma de não-Hodgkin era de 6.580 em homens e 5.450 em mulheres (12 mil, no total). No linfoma de Hodking, 1.590 homens e 1.050 mulheres, no mesmo ano (2,6 mil, no total). 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Jovens, adultos e idosos

De modo geral, o LNH tende a surgir com mais frequência em pessoas mais velhas, acima dos 60 anos, mas é também o tipo de linfoma mais incidente na infância, segundo informações do INCA. Adultos também podem ser diagnosticados, como o ator Caike Luna, por exemplo, que tinha 42 anos. 

Já o LH pode se manifestar em qualquer faixa etária, sendo mais comum em três momentos: entre os 15 e 29 anos; entre os 30 e 39 anos e acima dos 75 anos. Tanto no caso do LNH quanto no LH, homens têm maior risco do que as mulheres. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sintomas e diagnóstico

O aumento indolor dos linfonodos (ou gânglios) no pescoço, axilas, virilha ou dentro do tórax, associado a febre e perda de peso sem motivo aparente, suores noturnos exacerbados e coceira na pele sem causa evidente são alguns sinais de alerta para a doença. Isso não significa, porém, que todo gânglio dolorido está associado ao linfoma, pois pode ser uma resposta a uma infecção dentária ou no ouvido, por exemplo. 

“Nos linfomas, não há uma relação infecciosa local. O gânglio é indolor, com consistência fibroelástica, e persiste por duas semanas ou mais. Neste caso, o diagnóstico será feito por uma biópsia do linfonodo”, alerta Carlos Chiattone, diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular e professor titular de Hematologia e Oncologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Na sequência, outros exames de detecção podem ser solicitados, como uma tomografia computadorizada, ressonância magnética e PET scan (tomografia computadorizada por emissão de pósitrons), capaz de identificar alterações celulares, ainda que em fases iniciais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tratamento

Os pacientes diagnosticados com linfoma recebem sessões de quimioterapia, radioterapia e imunoterapia, além da terapia-alvo, com o uso de medicamentos que combatem as alterações celulares que causam a doença. O transplante de células-tronco hematopoiéticas (localizadas na medula óssea) é indicado para pacientes que não respondem positivamente ao tratamento padrão.

“O linfoma de Hodgkin foi o primeiro câncer a ser curado com quimioterapia no começo dos anos 1970. É uma doença com taxa de cura acima de 95%, exceto em casos mais avançados. Já o não-Hodgkin indolente muitas vezes nem precisa de tratamento”, tranquiliza Chiattone. “Por outro lado, o não-Hodgkin agressivo, que é mais frequente, progride rapidamente quando não tratado. Mesmo assim, a taxa de cura é de 70%”, complementa.

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Cortes 247

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
WhatsApp Facebook Twitter Email