Paciente com suspeita de Ebola é internado em São Paulo
A apuração foi iniciada neste sábado (30) pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP)
247 - A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo investiga um caso suspeito de doença pelo vírus Ebola em um homem de 37 anos, internado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência no atendimento a ocorrências desse tipo no estado.
As informações são da CNN Brasil. O paciente passou recentemente pela República Democrática do Congo e apresentou sintomas compatíveis com a doença, incluindo febre. Até o momento, não há confirmação laboratorial do caso.
A apuração foi iniciada neste sábado (30) pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP). Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, a investigação segue protocolos nacionais e estaduais e foi adotada de forma preventiva diante da combinação de sinais clínicos e histórico epidemiológico.
"A investigação foi iniciada de forma preventiva após a identificação de critérios clínicos e epidemiológicos compatíveis com caso suspeito, conforme protocolos nacionais e estaduais", informou a secretaria em comunicado enviado à CNN Brasil.
O homem permanece em isolamento enquanto aguarda a conclusão dos exames. A medida faz parte do procedimento padrão para casos suspeitos de Ebola e busca garantir o monitoramento adequado do paciente, além de reduzir eventuais riscos de transmissão até que o diagnóstico seja definido.
Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, afirmou que os procedimentos previstos foram acionados assim que os critérios de suspeita foram identificados.
"As medidas previstas foram adotadas a partir da identificação dos critérios clínicos e epidemiológicos. O procedimento inclui isolamento, notificação imediata, investigação laboratorial e monitoramento conforme os protocolos vigentes”, afirmou Regiane de Paula.
O Ebola é uma doença grave causada por vírus e acompanhada com atenção por autoridades sanitárias em razão do risco de surtos. No caso em investigação em São Paulo, a confirmação depende dos resultados laboratoriais, que também ajudam a identificar a eventual cepa envolvida.
De acordo com as informações disponíveis, o surto atual está relacionado à cepa Bundibugyo, já associada a episódios anteriores da doença. Em 2012, na República Democrática do Congo, foram registrados 38 casos confirmados em laboratório e 13 mortes. Em 2007, na região de fronteira entre a República Democrática do Congo e Uganda, houve 131 casos relatados e 42 mortes.
A cepa Zaire, porém, é a mais frequentemente ligada às infecções por Ebola e foi responsável pelos maiores surtos já registrados. Entre 2014 e 2016, a epidemia na África Ocidental deixou cerca de 11 mil mortos. Já entre 2018 e 2020, outro surto na República Democrática do Congo provocou mais de 3 mil mortes.
Durante a epidemia na África Ocidental, foi desenvolvida a vacina Ervebo, testada com sucesso em 2015 e aprovada pela agência reguladora dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration, em 2019. O imunizante também recebeu autorização em países da Europa e da África.
Apesar do avanço, a vacina foi desenvolvida para uma forma específica da doença e esse trabalho não se estendeu a todos os tipos de Ebola. Por isso, autoridades de saúde mantêm o caso sob investigação, com isolamento, notificação imediata, análise laboratorial e acompanhamento conforme os protocolos em vigor.
