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Saiba os sintomas do câncer que matou James Van Der Beek aos 48 anos

O artista havia sido diagnosticado com a doença em 2023

Ator James Van Der Beek (Foto: Reprodução)

247 - O ator James Van Der Beek, conhecido mundialmente por interpretar Dawson na série Dawson’s Creek, morreu nesta quarta-feira (11/2), aos 48 anos, em decorrência de um câncer colorretal. O artista havia sido diagnosticado com a doença em 2023 e tornou o quadro público no ano seguinte, passando a relatar parte de sua jornada de tratamento.

As informações são do o Metrópoles.Especialistas apontam que o câncer colorretal tem apresentado crescimento nessa faixa etária, em grande parte associado ao estilo de vida moderno. Fatores como obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool e uma dieta pobre em fibras e rica em ultraprocessados estão entre os principais riscos para o desenvolvimento da doença.

Um dos maiores desafios é que, nas fases iniciais, o câncer colorretal costuma ser silencioso e pode ser confundido com problemas intestinais comuns. “Ele é silencioso. Nas fases mais avançadas surgem sintomas como alteração do ritmo intestinal (mudança no padrão das evacuações), afilamento das fezes, muco e/ou sangue nas fezes, anemia sem causa definida, perda de peso sem causa aparente, dores abdominais recorrentes”, explica a coloproctologista Geanna Resende, do Instituto Órion do Aparelho Digestivo, em Goiânia.

De acordo com médicos, a maioria dos tumores colorretais se desenvolve a partir de pólipos, que são lesões inicialmente benignas no intestino. Ao longo dos anos, essas formações podem sofrer alterações celulares e se transformar em câncer, muitas vezes sem provocar sintomas evidentes no começo do processo.

Quando os sinais passam a aparecer, em geral a doença já está em estágio mais avançado. Entre os sintomas mais frequentes estão a mudança no ritmo intestinal, a presença de sangue nas fezes, cólicas ou desconforto abdominal persistente, sensação de empachamento, perda de peso sem causa aparente e anemia. Por isso, o diagnóstico precoce é considerado decisivo para aumentar as chances de cura e de tratamentos menos agressivos.

Diante desse cenário, o rastreamento regular é visto como a principal estratégia de prevenção. Para pessoas sem sintomas e sem histórico familiar, o consenso médico é iniciar a colonoscopia de forma periódica a partir dos 45 anos. Em casos de histórico familiar ou outros fatores de risco, a recomendação é começar antes, conforme orientação médica.

“É fundamental é fazer exames de rastreamento como a colonoscopia e atentar-se aos sintomas, sem jamais deixar de buscar ajuda médica ao perceber qualquer sinal suspeito. O diagnóstico precoce e a prevenção podem salvar vidas”, afirma a oncologista Daiana Ferraz, da Cetus Oncologia.

A morte de James Van Der Beek gerou comoção entre fãs e colegas de profissão e trouxe novamente à tona a discussão sobre a importância de falar abertamente sobre saúde, prevenção e exames de rotina. Para especialistas, casos de grande visibilidade pública ajudam a conscientizar a população sobre uma doença que, apesar de comum, ainda é frequentemente descoberta tarde demais.