TCU: fechamento de polos de saúde por ameaça do garimpo ilegal deixou mais de 4 mil ianomâmis desassistidos

De acordo com o tribunal, houve "intensa atividade do garimpo ilegal" nas regiões de seis das nove unidades de saúde que deixaram de funcionar em algum momento entre 2021 e 2023

Ianomâmis
Ianomâmis (Foto: Rede Brasil Atual/Condisi-YY/Divulgação)


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247 - O Tribunal de Contas da União (TCU) informou que o fechamento de seis polos de saúde por causa do aumento do garimpo ilegal em terras dos indígenas ianomâmis deixou cerca de 4.800 índios desassistidos. De acordo com o tribunal, houve "intensa atividade do garimpo ilegal" nas regiões de seis das nove unidades de saúde que deixaram de funcionar em algum momento entre 2021 e 2023.

A taxa de atendimentos diminuiu pela metade: de 32% em 2021 para 15,73% em 2022, apontaram informações publicadas no portal G1. Nesses dois anos, morreram 107 indígenas entre a população atendida pelos polos - 44 foram crianças com menos de cinco anos.

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O relatório do ministro do TCU Vital do Rêgo apontou que "os efeitos do fechamento dos seis polos impactados pelo crescimento do garimpo ilegal incluem a desassistência de 4.800 indígenas e potencial aumento expressivo de agravos e óbitos evitáveis, principalmente em crianças menores de cinco anos, como desnutrição, pneumonia e doença diarreica aguda, além de malária".

Os polos-base são:

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Xitei: 23 aldeias, com população de 2.098;

Haxiu: atende a 12 aldeias, com 976 indígenas;

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Hakoma: 13 aldeias, somando 668 pessoas;

Parafuri: seis aldeias, com 507;

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Kayanaú: cinco aldeias, com 313 pessoas;

Homoxi: atende a cinco aldeias, com população de 248 em 2022.

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