Wizard, o bilionário que atua na Saúde, diz que governo não vai “desenterrar mortos”

Mas ele afirma que mortes por coronavírus poderão ser reclassificadas, reduzindo os números oficiais do Brasil

Carlos Wizard
Carlos Wizard (Foto: Roberta Namour)
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247 - O empresário Carlos Wizard, que ficou bilionário com uma rede de escolas de idiomas e agora dá as cartas no ministério da Saúde, voltou a defender a ideia de mudar a contagem de casos e de mortes de coronavírus no Brasil - o que, para a maioria dos especialistas, é uma maquiagem estatística para esconder o número real.
“Não pretendemos desenterrar mortos, não tratamos disso. O que pretendemos é rever os critérios dessas mortes”, disse Wizard, em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, que ainda não foi formalmente nomeado como secretário.

Oficialmente, o Brasil tem 651 mil casos e mais de 35 mil mortes, estando na segunda posição entre os países mais afetados, mas Wizard acha que pode melhorar a imagem do país mudando o critério de contagem.

“Temos uma equipe de inteligência no ministério. Essa equipe encontrou indícios de que alguns municípios e estados estão inflacionando os dados para receber benefícios federais, isso é lamentável”, disse ele, sem apresentar provas de fraudes.

Caso altere a contagem, o Brasil, que foi apontado como péssimo exemplo no combate ao coronavírus até por Donald Trump,l deverá se isolar ainda mais na cena internacional.

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