Açougueiro grava Paulo Vieira com câmera escondida e ator se revolta: "me senti meio traído, sabe?"
A exposição inesperada do diálogo provocou revolta e levou Paulo a fazer um desabafo público sobre os limites entre a vida privada e a produção de conteúdo
247 - O humorista e ator Paulo Vieira usou as redes sociais neste sábado (7) para relatar indignação após descobrir que foi gravado sem consentimento enquanto fazia compras em um açougue. A gravação teria sido feita por meio de um óculos com câmera integrada usado pelo dono do estabelecimento. Segundo o artista, a conversa com o proprietário do local ocorreu de maneira aparentemente informal e só veio à tona quando o conteúdo foi publicado no Instagram, em formato de vídeo. A exposição inesperada do diálogo provocou revolta e levou Paulo a fazer um desabafo público sobre os limites entre a vida privada e a produção de conteúdo para as redes sociais.
Em uma das publicações, o humorista criticou o uso de dispositivos capazes de gravar pessoas sem que elas saibam. “Esses óculos que filmam sem a gente saber são uma aberração! Esses dias eu fui num estabelecimento e, quando vi, toda minha conversa com o dono do lugar estava num reels”, escreveu.
Paulo Vieira também afirmou que se sentiu traído ao perceber que o que imaginava ser apenas uma conversa comum acabou sendo transformado em material para engajamento online. “Eu achei que era só uma conversa entre dois seres humanos, mas no fim era a produção de conteúdo. Eu me senti meio traído, sabe? Eu acho que o mínimo é perguntar se pode filmar”, completou.
O caso reacendeu o debate sobre o uso de câmeras ocultas e a exposição de pessoas sem autorização, especialmente em ambientes privados ou em situações que não envolvem figuras públicas em atividade profissional. Embora seja uma personalidade conhecida, Paulo destacou que estava em um momento cotidiano, sem qualquer intenção de participar de gravações ou ações para redes sociais.
Até o momento, não há informação sobre medidas legais tomadas pelo artista contra o estabelecimento. A discussão, no entanto, ganhou repercussão entre fãs e colegas de profissão, que passaram a questionar os limites éticos da produção de conteúdo e a necessidade de consentimento para a divulgação de imagens e conversas em ambientes privados.