Bruno Gagliasso detona Cazarré: “triste, feio e vergonhoso”
Bruno Gagliasso criticou o curso red pill de masculinidade criado por Juliano Cazarré
247 - Bruno Gagliasso criticou o curso red pill de masculinidade criado por Juliano Cazarré e classificou o projeto como “triste, feio e vergonhoso”, em meio à repercussão negativa provocada pela iniciativa nas últimas semanas. O ator, casado com Giovanna Ewbank, também afirmou que ser homem, em sua visão, envolve escuta, aprendizado e disposição para desconstruir comportamentos.
As informações são da coluna de Fábia Oliveira, do Metrópoles. Em entrevista ao videocast Conversa Vai, Conversa Vem, Bruno Gagliasso fez duras críticas ao projeto de Cazarré e ao discurso associado à iniciativa, que passou a ser alvo de debate público após falas do ator sobre masculinidade e violência contra a mulher.
Segundo Gagliasso, o curso não deve ser tratado apenas como uma divergência de opinião, mas como parte de um debate mais amplo sobre comportamento masculino, misoginia e influência de discursos extremistas nas redes sociais. O artista afirmou que a proposta se tornou ainda mais problemática depois de declarações recentes atribuídas a Cazarré.
“[Esse projeto] é triste, feio e vergonhoso. E ficou mais grave porque [o Cazarré] começou a mentir agora. A gente não pode dar palco para um cara que está falando que as mulheres matam mais do que os homens. E ainda ganha dinheiro com isso”, disse Bruno.
A declaração foi feita em um contexto de forte reação ao curso de Cazarré, chamado O Farol e a Forja. A iniciativa, voltada ao público masculino, gerou polêmica ao ser associada por críticos a uma tentativa de redefinir papéis de gênero em meio ao avanço de discursos conservadores sobre masculinidade.
Bruno Gagliasso também comentou a dificuldade de dialogar com pessoas que, segundo ele, compartilham visões extremistas. O ator disse não se sentir capaz de convencer esse público e afirmou que não enxerga referências culturais ou intelectuais nesse campo.
“Admiro culturalmente, intelectualmente alguém que está do outro lado? Não! Estou falando do extremismo, de bebedor de detergente. Não me sinto capaz de convencer… Quer beber detergente? Bebe! Meus heróis não estão ali. O que ess pessoas leem, escrevem, cantam? É inevitável pensar isso”, declarou.
Ao tratar do tema da masculinidade, Gagliasso afirmou que homens deveriam assumir uma postura menos centrada no protagonismo e mais voltada à escuta. Para ele, a discussão ocorre em um momento marcado por altos índices de violência contra mulheres e pela disseminação de discursos ligados ao universo red pill.
“Penso que o nosso papel [de homem] é muito mais de ouvir. Não é possível que a gente queira ser protagonista numa época com tanta mulher morrendo e red pill falando merda. É um absurdo tão grande, tudo muito sério. Estão querendo construir o que é ser homem. Para mim, ser homem é ser totalmente o oposto do que essas pessoas estão dizendo. É estar disposto a se desconstruir e aprender o tempo inteiro. Aprendendo o tempo inteiro com a minha mulher e com a minha filha”, afirmou.


