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Ed Motta se pronuncia após pancadaria com cadeiradas em restaurante no Rio

Proprietários do restaurante detalharam episódios de agressão física e verbal

Ed Motta se pronuncia após pancadaria com cadeiradas em restaurante no Rio (Foto: Reprodução/Youtube)

247 - Mais uma confusão envolvendo o cantor Ed Motta ganhou repercussão após relatos de agressões, intimidação e condutas discriminatórias dentro do restaurante Grado, localizado no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro. As informações são da colunista Fábia Oliveira, no Metrópoles.

Segundo os proprietários do Grado, o chef Nello Garaventa e sua esposa, Lara Atamian, a discussão começou após a negativa de uma cortesia relacionada à taxa de rolha, valor cobrado por restaurantes para servir vinhos levados pelos próprios clientes.

Em comunicado enviado à colunista Luciana Froés, o casal afirmou que o grupo formado por Ed Motta, Diogo Coutinho do Couto — proprietário dos restaurantes Escama e Henriqueta — e um terceiro homem, apontado como primo do empresário, protagonizou uma série de episódios violentos.

“Durante o atendimento no último sábado, um grupo de clientes composto por Eduardo Motta (Ed Motta), Diogo Coutinho do Couto (proprietário dos restaurantes Escama e Henriqueta) e um terceiro indivíduo, até o momento identificado como seu primo, protagonizou episódios de extrema violência, agressões físicas, intimidação e condutas discriminatórias dirigidas à nossa equipe e aos clientes presentes no local”, diz a nota.

De acordo com os proprietários, a negativa da isenção da taxa de rolha gerou provocações constrangedoras à equipe. “As agressões incluíram xingamentos, referências pejorativas à origem nordestina, além de insinuações sobre orientação sexual e vida privada. Funcionários foram publicamente expostos ao ridículo, sem possibilidade de resposta.”

O comunicado detalha ainda que uma cadeira foi arremessada contra um garçom que se encontrava de costas. A situação se agravou após um esbarrão envolvendo Ed Motta e uma cliente de outra mesa, que derrubou objetos e fez com que as agressões atingissem outros clientes. “Um deles, que estava sentado, recebeu um soco e, ao se dirigir à saída, teve uma garrafa de vinho, tamanho magnum, intencionalmente arremessada contra sua cabeça, causando sangramento imediato.”

Segundo o relato do restaurante, os agressores deixaram o local antes da chegada da polícia, acompanhados por um indivíduo associado a Diogo Coutinho do Couto, que teria dirigido ameaças aos presentes e insinuado estar armado.

“A postura firme e profissional de nossa equipe, que tentou conter as agressões utilizando o próprio corpo como escudo, foi fundamental para evitar consequências ainda mais graves”, acrescentaram os proprietários.

O casal destacou ainda os impactos físicos, emocionais e materiais do episódio. “Os episódios causaram danos físicos, emocionais e materiais relevantes. Vidas foram colocadas em risco e, por consequência, a própria continuidade do restaurante.”

Em nota, os donos justificaram a decisão de tornar público o caso. “Refletimos profundamente antes de tornar os fatos públicos, mas entendemos que o constrangimento e os danos decorrentes desses episódios não nos pertencem, e sim aos agressores. Decidimos não adotar o silêncio por receio reputacional. Nossa obrigação é proteger nossa casa, nossa equipe e nossos clientes, a quem devemos todo o sucesso de um restaurante construído com muito trabalho ao longo de quase uma década.”

O que disse Ed Motta

Após a repercussão do caso, Ed Motta falou sobre o episódio e reconheceu que perdeu o controle durante a discussão.

“Aconteceu um problema, mas a história não está bem contada. Infelizmente, toda a confusão começou comigo. Fiquei irritado e me descontrolei. Eu estava bêbado e joguei uma cadeira no chão, mas não joguei uma cadeira em direção ao funcionário. Jamais. Não foi jogado nada em direção a ninguém. As câmeras de segurança podem provar isso”, declarou o artista.

O músico afirmou ainda que deixou o restaurante antes do momento em que a briga teria escalado envolvendo outras mesas. Segundo ele, a discussão começou após clientes tentarem pedir desculpas pela situação.