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Humorista brasileira denuncia xenofobia de funcionária da Lufthansa em aeroporto e rechaça acordo com empresa (vídeo)

Fernanda Arantes afirma ter sido destratada durante tentativa de pagar mala extra antes de embarcar para São Paulo

Fernanda Arantes publicou vídeo nas redes sociais em que afirma ter sido destratada ao tentar pagar mala extra antes de embarcar para o Brasil (Foto: Reprodução)

247 - A humorista brasileira Fernanda Arantes afirmou ter sido vítima de preconceito durante atendimento no aeroporto de Berlim, na Alemanha. O episódio teria ocorrido na terça-feira (3), quando a artista tentava embarcar para o Aeroporto Internacional de São Paulo. 

Segundo relato divulgado pela própria humorista em vídeos nas redes sociais, o desentendimento aconteceu enquanto ela tentava pagar por uma bagagem extra antes do voo da companhia aérea Lufthansa. Em nota, a empresa informou que está ciente da situação e afirmou que entrou em contato diretamente com a brasileira para tratar do ocorrido.

De acordo com Fernanda, ela chegou ao aeroporto com cerca de duas horas de antecedência para o embarque, mas não conseguiu finalizar pela internet a compra de uma mala adicional. Diante da dificuldade, decidiu buscar atendimento presencial no balcão da companhia.

No vídeo publicado nas redes sociais, a humorista relata que aguardava na fila destinada à classe econômica quando foi chamada por uma funcionária que atendia no balcão da primeira classe. Durante o atendimento, Fernanda afirmou ter tentado iniciar a conversa em alemão, mas encontrou dificuldades para se comunicar e pediu para continuar o diálogo em inglês.

Segundo ela, a funcionária teria recusado a solicitação. “Ela falou que não. Falou: ‘Não, já está falando em alemão até agora, agora vai falar alemão’”, contou a humorista ao descrever o momento.

A artista afirma que, ao tentar resolver o pagamento da bagagem extra, ouviu da funcionária que aquele tipo de solicitação não fazia parte de suas atribuições. “Ela falou: ‘Este não é meu trabalho’. Eu falei: ‘Desculpa, eu achei que era o seu trabalho’”, relatou.

Ainda segundo Fernanda, a funcionária teria feito comentários considerados ofensivos durante o atendimento. De acordo com o relato, a atendente afirmou que a brasileira deveria se sentir privilegiada por estar sendo atendida por alguém que trabalhava no balcão da primeira classe.

A situação, conforme o relato, teria se agravado após a funcionária verificar o passaporte da humorista. “Ela viu meu passaporte do Brasil e falou: ‘Eu não vou mais te atender, pode voltar para o seu lugar’”, disse Fernanda no vídeo

.Após o episódio, a artista afirmou que voltou para a fila da classe econômica. Ainda segundo ela, a funcionária teria continuado a gritar e feito novas críticas. "Ela ainda disse: 'Você devia usar óculos para ver se você se enxerga. E volta para o seu lugar'", afirmou.

Ao comentar o ocorrido, Fernanda descreveu a situação como humilhante e criticou a postura da empresa. “É muito humilhante. Eu achei que você, como uma empresa alemã, já tinha aprendido a respeitar todo mundo. Você não aprendeu? A gente vai ter que te ensinar", declarou.

Em outro vídeo publicado posteriormente, a humorista exibiu o e-mail que teria recebido da Lufthansa após registrar a reclamação. Segundo ela, a companhia afirmou que trataria o caso “com muita seriedade”, informou que entrou em contato com o gerente do aeroporto para investigar o episódio e reiterou que não tolera qualquer forma de comportamento discriminatório.

A empresa também explicou que a dificuldade para adquirir a bagagem extra ocorreu porque esse tipo de serviço seria vendido antecipadamente apenas pela internet, e que compras realizadas diretamente no balcão do check-in poderiam ter tarifas diferentes.

Fernanda, no entanto, criticou o conteúdo da resposta enviada pela companhia aérea. Segundo ela, o texto não lamentava diretamente o ocorrido, mas apenas o relato feito por ela sobre a experiência.

De acordo com a humorista, a Lufthansa também teria oferecido uma compensação financeira de 300 euros como “gesto de boa vontade” para minimizar a frustração causada pela experiência. A proposta, porém, estaria condicionada ao envio de dados bancários e à assinatura de um acordo extrajudicial que formalizaria o encerramento do caso.

A artista afirmou que recusou a oferta e disse que pretende continuar denunciando o episódio. “A gente não quer dinheiro, a gente quer justiça, a gente quer respeito”, declarou.Fernanda também afirmou que, caso venha a receber algum valor em eventual processo judicial contra a empresa, pretende destinar a quantia a um centro de refugiados em Berlim.