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Sons pelo ar-condicionado e fuga pelo telhado: Kelly Key denuncia vizinho por invasão de casas e ameaças (vídeo)

Médico citado pela cantora já foi denunciado pela ex-mulher por agressão, ameaças e violência psicológica, segundo registros na Delegacia da Mulher

Vizinhos citam que ele tem costume de invadir casas e andar pelos muros. Alexandro Silveira foi denunciado três vezes por ameaças e violência psicológica contra a ex-mulher. (Foto: Reprodução)

247 - A cantora e empresária Kelly Key denunciou publicamente um vizinho da família por comportamentos considerados ameaçadores e invasões de residências em um condomínio localizado na Freguesia, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O homem citado pela artista é o médico Alexandro Silveira, que também possui registros anteriores de violência e ameaças contra a ex-mulher.

Kelly Key e o marido, Mico Freitas, relataram nas redes sociais episódios que teriam ocorrido nas proximidades da casa da filha do casal, que mora no mesmo condomínio. De acordo com eles, o comportamento do vizinho tem gerado preocupação entre moradores, principalmente por episódios de invasões a residências e atitudes consideradas obsessivas.

Em um dos relatos divulgados em vídeo, a cantora afirma que o homem já protagonizou situações de risco envolvendo outros moradores do condomínio."Ele já entrou na casa da vizinha da frente durante a madrugada, já tentou agredir o meu pai com uma barra de ferro, gente, e foi levado à delegacia inúmeras vezes, assim como foi internado inúmeras vezes", disse a cantora.

Segundo o casal, o comportamento do médico teria se tornado imprevisível após a combinação de medicamentos psiquiátricos com consumo de álcool. Eles também afirmam que o homem passou a demonstrar atitudes insistentes em relação a mulheres da família."

Ele tem apresentado comportamentos obsessivos principalmente com as mulheres da minha casa, especialmente com a minha filha. Ontem ele deixou vinho na porta, ele tocou o interfone, ele deixou pizza, ele enfiou um pacote de bolacha no muro que divide a nossa casa", contou a cantora.

Moradores do condomínio já registraram ocorrências relacionadas a perturbação do sossego, calúnia e ameaças. Em um dos episódios mencionados, Alexandro teria afirmado a outras pessoas que mantinha um relacionamento com a filha da cantora, o que aumentou a preocupação da família.

Vídeos feitos por moradores mostram o homem andando sobre muros e telhados de residências do condomínio. Em outro registro, ele aparece pulando o muro que separa as casas, comportamento que também foi citado por vizinhos em relatos à polícia.

Uma moradora afirmou às autoridades que esse tipo de atitude se tornou recorrente no local."Ele fica internado alguns meses, assina a saída por conta própria e volta para casa ainda pior. Hoje ele vive completamente sozinho dentro da casa dele, que é vizinha de parede com a nossa. Ele anda pelos muros das pessoas, ele entra na casa", apontou ela.

Diante da situação, Kelly Key e o marido fizeram um apelo público para que o Ministério Público intervenha no caso e avalie a possibilidade de estabelecer uma curatela para o vizinho, ou seja, a nomeação de um responsável legal para acompanhar suas decisões e cuidados.

"Então aqui o apelo seria ao Ministério Público para entrasse com uma investigação, para entrar com uma curatela, nomear um curador para para tomar conta a partir de agora ser o responsável por esse senhor, porque ele não pode ser responsável por ele próprio", disse Mico Freitas.

Além das denúncias recentes envolvendo moradores do condomínio, Alexandro Silveira também possui registros anteriores de violência doméstica feitos por sua ex-mulher na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá.Em um dos registros, feito em janeiro de 2024, a ex-companheira afirmou que foi agredida por Alexandro, com quem manteve um relacionamento de 26 anos. Segundo o relato, o episódio teria sido motivado por ciúmes.

Dois meses depois, a mulher voltou à delegacia após encontrar uma arma de fogo pertencente a ele escondida sob o travesseiro. Na ocasião, ela registrou ocorrência por ameaça e relatou sofrer violência psicológica desde o quinto ano de relacionamento. A separação ocorreu no mês seguinte.Em 2025, já separados, a ex-mulher voltou a procurar a Deam e relatou novos episódios envolvendo o ex-marido, que seria dependente químico. Ela afirmou que, mesmo após o fim do relacionamento, continuava frequentando a mesma igreja evangélica que ele, onde Alexandro atuaria como pastor.

De acordo com o depoimento, o médico teria comunicado funcionários da empresa de estética que administravam juntos que a ex-mulher não poderia entrar no prédio. Ainda naquele ano, ela também afirmou ter recebido diversas mensagens de áudio com ameaças diretas."O seu fim vai ser na clínica psiquiátrica que eu frequentei". " Se eu te pegar na empresa vou te matar"
"Você não vai ter paz".

Após os episódios, a mulher solicitou o divórcio formal e pediu à Justiça medidas protetivas de urgência.O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que posteriormente devolveu a investigação à Delegacia de Atendimento à Mulher de Jacarepaguá para continuidade das apurações.Até a publicação da reportagem, o médico Alexandro Silveira ainda não havia se pronunciado sobre as acusações.