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O Caribe potiguar tem um aquário natural de 13 km² formado por recifes a 7 km da praia no Rio Grande do Norte

8 de junho de 2026, 18:15 h
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O Caribe potiguar tem um aquário natural de 13 km² formado por recifes a 7 km da praia no Rio Grande do Norte

O Caribe potiguar tem um aquário natural de 13 km² formado por recifes a 7 km da praia no Rio Grande do Norte // IMAGEM ILUSTRATIVA

Ana Carolina

Ana Carolina

✦ Destaques
Apelidada de Caribe Brasileiro, Maracajaú tem como maior tesouro os Parrachos, uma imensa barreira de corais a 7 km da costa que, na maré baixa, forma um aquário natural de águas cristalinas e mornas.
A região integra a Área de Proteção Ambiental dos Recifes de Corais, a única unidade de conservação inteiramente marinha do estado, o que garante um turismo sustentável com visitação controlada para proteger peixes coloridos e tartarugas.
Além do inesquecível mergulho (com snorkel ou cilindro) em alto-mar, o destino a cerca de 60 km de Natal preserva o charme de uma vila de pescadores e oferece passeios emocionantes pelas belas dunas e lagoas dos arredores.

Águas mornas e transparentes, peixes coloridos e piscinas naturais no meio do oceano. Essa é Maracajaú, no litoral norte do Rio Grande do Norte, apelidada de Caribe Brasileiro.

O que são os Parrachos de Maracajaú?

São o maior tesouro da região, escondido no mar. Os parrachos são uma barreira de corais que fica a cerca de 7 km da praia e se estende por aproximadamente 13 km².

Na maré baixa, a profundidade cai para 1 a 3 metros e transforma a área num imenso aquário natural de águas cristalinas e mornas. É quando peixes coloridos, crustáceos, arraias e até tartarugas ficam visíveis a olho nu. O nome “parracho” vem do português de Portugal e designa algo raso, o que faz todo sentido para esse trecho de mar tão baixo.

Maracajaú, Rio Grande do Norte // Créditos: depositphotos.com / Ibstock

Como visitar os parrachos?

O passeio depende diretamente da lua. As melhores condições de mergulho acontecem nas semanas de Lua Nova e Lua Cheia, quando a maré fica mais baixa e revela as piscinas naturais.

O acesso é feito apenas de barco: catamarãs e lanchas levam os visitantes em travessias de 15 a 40 minutos a partir da praia. No local, dá para fazer snorkel ou mergulho com cilindro, inclusive com batismo guiado por instrutores para quem nunca mergulhou. Vale conferir a tábua de marés antes de fechar o passeio.

Maracajaú, Rio Grande do Norte // Créditos: depositphotos.com / Ibstock

Um santuário marinho protegido

Toda essa riqueza é uma área de conservação. Os parrachos fazem parte da Área de Proteção Ambiental dos Recifes de Corais, criada em 2001 e administrada pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA).

A unidade abrange os municípios de Maxaranguape, Rio do Fogo e Touros, com mais de 136 mil hectares, sendo a maior unidade de conservação do estado e a única inteiramente marinha. Por isso, a visitação é controlada, com cotas diárias por operadora autorizada, e em 2022 foi inaugurado o Museu dos Corais, pelo IDEMA e pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com acervo interativo sobre a vida marinha.

O que fazer além do mergulho?

Maracajaú vai além dos recifes. A vila guarda o charme de uma antiga comunidade de pescadores, com ruas de areia, casas simples e uma orla tranquila cercada de coqueirais.

Nos arredores, dunas e lagoas rendem passeios de quadriciclo e banhos de água doce, num contraste bonito com o azul do mar. Quem prefere sossego pode apenas relaxar na praia e curtir a estrutura dos clubes à beira-mar, com piscinas e restaurantes, enquanto espera a maré baixar.

Quem deseja planejar a viagem perfeita para Maracajaú, no Rio Grande do Norte, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Por onde andei, com Fernanda Götz, que conta com mais de 1 mil visualizações.

No conteúdo, o canal Por onde andei, com Fernanda Götz mostra um roteiro completo com as dunas de Maracajaú, o Receptivo Maracajaú Diver, as piscinas naturais conhecidas como Parrachos de Maracajaú e dicas imperdíveis do que fazer em Maracajaú, Rio Grande do Norte.

Qual a melhor época para visitar?

As águas são mornas o ano todo, mas a transparência varia com as chuvas. O segundo semestre, mais seco, costuma oferecer o mar mais cristalino para os parrachos.

🤿 Verão
Dezembro a Fevereiro 24°C a 31°C
☀️ Chuva Baixa
As águas do Caribe Brasileiro são quentes e aconchegantes. A ausência de chuvas eleva muito a transparência do mar, tornando a época esplêndida e ideal para os parrachos e mergulho.
⭐ MELHOR ÉPOCA
⛱️ Outono
Março a Maio 23°C a 30°C
☔ Chuva Alta
O calor persiste imbatível com as águas do mar continuando sempre mornas. O outono marca intensamente as chuvas no estado potiguar, foque sem medo na praia e clubes à beira-mar.
☔ CHUVAS FREQUENTES
🏜️ Inverno
Junho a Agosto 22°C a 29°C
☔ Chuva Alta
A estação mais chuvosa do nordeste brasileiro pode agitar as areias de Maracajaú. Se os parrachos estiverem sem a sonhada e famosa transparência cristalina, visite as lindas dunas e lagoas.
Publicidade VIAJE COM AVISO
⛵ Primavera
Setembro a Novembro 23°C a 30°C
☀️ Chuva Baixa
O segundo semestre abre com chave de ouro e muito céu azul a deliciosa época da seca! A transparência da água retorna gradativamente sendo irretocável para usar snorkel e passeios de barco.
☀️ TEMPO FIRME

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar a Maracajaú

O ponto de partida é Natal, a capital potiguar, a cerca de 60 km de Maracajaú. O aeroporto mais próximo é o Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante.

De Natal, o trajeto de carro ou transfer leva por volta de uma hora pela BR-101 e estradas locais. Muitos visitantes fazem o passeio em bate-volta, com as agências de receptivo da capital.

Leia também: O principal balneário do Paraná reúne 15 praias em mais de 20 km de orla e nasceu da mata baixa que deu nome à cidade

Conheça o Caribe do Rio Grande do Norte

Maracajaú reúne piscinas naturais em mar aberto, mergulho entre corais e tartarugas e o sossego de uma vila de pescadores, tudo dentro de uma área marinha protegida. É o destino certo para quem quer nadar num aquário natural a poucos quilômetros de Natal.

Você precisa conhecer Maracajaú e mergulhar nos parrachos na maré baixa para entender por que essa vila é chamada de Caribe potiguar.

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