No meio do Rio Amazonas, a cerca de 370 km de Manaus, está uma cidade que só se alcança por barco ou avião. Parintins, na ilha Tupinambarana, é onde nasce o duelo que transforma três noites de junho no maior festival folclórico a céu aberto do planeta.
Por que o Festival de Parintins para a ilha inteira?
Todo fim de junho, a cidade se divide entre dois bois-bumbás: o Garantido, de vermelho e branco, e o Caprichoso, de azul e branco. No Bumbódromo, cada agremiação tem até duas horas e meia por noite para apresentar teatro, música, dança e alegorias monumentais.
A rivalidade é levada a sério. Quando um boi se apresenta, a torcida do rival, chamada de galera, fica em silêncio absoluto, segundo o Visit Brasil. A festa é reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Os currais onde a magia da festa começa
Mesmo fora do festival, dá para sentir a alma da disputa visitando os currais dos bois. A Amazonastur recomenda os espaços como parada obrigatória do roteiro.
No Curral Zeca Xibelão, berço do Caprichoso, e na Cidade Garantido, o visitante encontra galpões de criação de alegorias, salas de troféus com conquistas desde os anos 1960 e lojas de artesanato. É turismo por dentro da tradição.

O que fazer em Parintins além do Bumbódromo?
A ilha Tupinambarana guarda balneários, praias de rio e cultura ribeirinha que valem o dia antes das apresentações. Quase tudo se acessa por via terrestre ou fluvial.
- Balneário Cantagalo: às margens do Amazonas, na comunidade do Aninga, com píer, quadras e um dos pores do sol mais bonitos da região.
- Praia de Itaracuera: praia de água doce e areia branca formada na vazante, banhada pelo rio Uaicurapá entre agosto e fevereiro.
- Catedral de Nossa Senhora do Carmo: principal símbolo religioso da ilha, com torre que oferece vista panorâmica da cidade.
- Mercado Municipal Leopoldo Neves: prédio de 1937 à beira do rio, point do x-caboquinho, sanduíche com tucumã e queijo coalho.
- Triciclos decorados: o transporte típico que leva o visitante a conhecer o centro da cidade.
Quem deseja entender o que é o espetáculo do Festival de Parintins, no Amazonas, e planejar essa experiência única, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal Do Norte Ao Norte, que conta com mais de 24 mil visualizações, onde os apresentadores mostram os preparativos, os custos, dicas de hospedagem em casas locais, a intensa atmosfera da rivalidade entre os bois Garantido e Caprichoso e a vibrante energia da festa:
Sabores e sons da floresta
A cozinha de Parintins é puro Amazonas. O tambaqui e o pirarucu chegam assados, fritos ou em caldeiradas, ao lado do tacacá e de ingredientes como tucumã, pupunha e açaí.
O ritmo que embala a ilha é a toada, inspirada nos folclores indígena, caboclo e ribeirinho. Foi esse batuque que levou Parintins à Europa nos anos 1990 com o sucesso Tic Tic Tac, do grupo Carrapicho.
Quando ir a Parintins?
O clima é quente e úmido o ano todo, com chuvas fortes na primeira metade do ano. A época do festival, fim de junho, coincide com o início da estação mais seca e é a de maior movimento.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar à ilha Tupinambarana?
Parintins não tem ligação por estrada. O acesso mais comum é fluvial, em barcos e lanchas que partem de Manaus em viagens que variam de poucas horas, na lancha expressa, a mais de um dia, no barco regional. Há também voos para o aeroporto local, ideais para quem tem menos tempo.
Viva a maior festa da floresta
Poucos lugares no mundo concentram tanta arte, música e identidade quanto essa ilha cravada no maior rio do planeta. Parintins é cor, toada e devoção amazônica num espetáculo que não cabe em nenhum outro palco.
Você precisa cruzar o Rio Amazonas e sentir o chão do Bumbódromo tremer ao som dos bois Garantido e Caprichoso.

