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Monte Everest ainda está crescendo: cientistas revelam o motivo surpreendente por trás disso

31 de maio de 2026, 10:45 h
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Monte Everest ainda está crescendo: cientistas revelam o motivo surpreendente por trás disso

O movimento constante das placas tectônicas impulsiona a elevação contínua das grandes cordilheiras do planeta.

Cristobal Mopi

Cristobal Mopi

  • 🏔️
    Convergência constante: O deslocamento lento e contínuo das massas de terra força a subida das rochas superficiais.
  • 🔄
    Acúmulo milimétrico: A subida ocorre em poucos milímetros por ano, gerando grandes impactos em escala secular.
  • 🌍
    Forças invisíveis: Dinâmicas subterrâneas profundas atuam sem parar moldando a geografia do relevo visível.

Como ocorre o crescimento contínuo das grandes montanhas?

Os grandes picos do mundo não são monumentos estáticos, eles se transformam continuamente sob a influência direta de processos internos massivos. A movimentação constante das camadas rochosas empurra essas imensas massas de pedra para cima, gerando modificações nítidas na altitude acumulada. Esse processo dinâmico altera as antigas medições geográficas e desafia nossa percepção comum sobre a estabilidade das paisagens naturais.

A compressão incessante entre blocos continentais primitivos cria uma zona de deformação intensa que empurra a superfície em direção ao céu. Esse mecanismo envolve fatores estruturais muito específicos que determinam o ritmo exato dessa impressionante elevação vertical contínua.

Qual é o papel das placas tectônicas nesse processo?

As imensas placas que sustentam os continentes flutuam vagarosamente sobre o manto terrestre e se deslocam de forma contínua. Quando duas dessas estruturas colossais se movem exatamente na mesma direção, ocorre um impacto inevitável nas suas imensas bordas. Esse movimento de aproximação mútua atua como o motor fundamental por trás do desenvolvimento das maiores montanhas do planeta.

Durante essa aproximação progressiva, a crosta oceânica mais densa costuma mergulhar profundamente sob a crosta vizinha em zonas de inclinação. No entanto, quando as porções continentais mais leves se encontram, o comportamento rochoso muda por completo devido às suas propriedades físicas. Os efeitos diretos desse encontro entre as grandes massas rígidas continentais podem ser observados nos seguintes pontos.

  • Zonas de colisão ativa: Regiões onde os blocos de terra firme se chocam sem que um consiga submergir totalmente sob o outro.
  • Espessamento da crosta: As camadas superiores sofrem forte compressão e acumulam material na zona frontal do impacto.
  • Surgimento de falhas: Grandes fraturas e dobras se formam na rocha viva devido à pressão extrema exercida pelas forças tectônicas.
Monte Everest ainda está crescendo: cientistas revelam o motivo surpreendente por trás disso
A colisão entre massas continentais deforma a crosta e ergue picos rochosos ao longo de milhões de anos.

Como a colisão continental molda o relevo terrestre?

A crosta continental possui uma densidade relativamente baixa e uma espessura considerável, o que impede que ela afunde nas camadas profundas. À medida que a compressão lateral persiste, as rochas superiores são esmagadas, assemelhando-se a um tapete empurrado contra uma parede. Esse enrugamento massivo eleva blocos colossais de rocha, erguendo picos impressionantes ao longo do tempo.

Essas formações imponentes, resultantes do choque de proporções globais, recebem a denominação técnica de orógenos na literatura especializada atual. O Himalaia serve como o exemplo mais emblemático desse processo, tendo nascido do choque entre o subcontinente indiano e a placa eurasitica. Essa interação contínua demonstra como a força do movimento planetário ergue os monumentos naturais mais altos.

De que forma a erosão afeta a altura final do cume?

Embora as forças internas trabalhem para elevar as montanhas, existe uma força oposta que atua na superfície externa. Os agentes atmosféricos desgastam o cume rochoso de forma incessante, tentando reduzir a altitude conquistada pelas pressões tectônicas internas. Esse combate eterno entre o crescimento interno e o desgaste externo dita a evolução real de todas as paisagens.

A altitude final de qualquer grande pico depende do equilíbrio dinâmico entre o soerguimento ativo e os fatores destrutivos ambientais. Quando a atividade tectônica diminui de ritmo, os elementos naturais assumem o controle e passam a rebaixar o relevo gradualmente. Os principais fatores climáticos que participam ativamente desse desgaste contínuo das superfícies incluem os seguintes elementos.

  • Ação das chuvas torrenciais: A água precipita com força sobre as encostas, lavando os sedimentos e enfraquecendo as estruturas superiores.
  • Fluxo dos rios montanhosos: Cursos d’água rápidos cortam vales profundos nas bases rochosas, provocando a instabilidade e o colapso de encostas.
  • Ciclos de congelamento: A água penetra nas fendas das rochas, expande ao congelar e quebra os blocos maciços em fragmentos menores.
Monte Everest ainda está crescendo: cientistas revelam o motivo surpreendente por trás disso
A altitude das montanhas resulta do equilíbrio eterno entre as forças tectônicas internas e o desgaste da erosão.

Como o fim da convergência altera o destino das montanhas?

O ciclo de crescimento de uma cordilheira pode chegar ao fim devido a transformações profundas na mecânica das placas. Um dos fenômenos possíveis envolve a ruptura da porção mergulhante da placa, que simplesmente se desprende sob o peso do manto. Sem essa força vertical, a porção restante experimenta um alívio de peso que altera o equilíbrio de forças.

Outro motivo para o encerramento desse processo é a reorganização global dos movimentos das placas tectônicas pelo planeta inteiro. Quando a convergência cessa por completo, a erosão torna-se a força soberana e passa a suavizar as arestas pontiagudas das montanhas. Com o passar de milhões de anos, os gigantes rochosos se transformam em colinas suaves e baixas.

Referências: “Slowing Atlantic Ocean circulation increases regional carbon storage”, dos autores S. F. Henley et al., publicado na revista Nature Geoscience.

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