Águas verde-esmeralda, golfinhos ao amanhecer e um mar a 28°C o ano inteiro. Esse é o cenário de Fernando de Noronha, o arquipélago de Pernambuco que virou sinônimo de paraíso preservado.
Um santuário ecológico no meio do Atlântico
Noronha não é uma ilha só. O arquipélago tem 21 ilhas de origem vulcânica, com a ilha principal de 17 km², a cerca de 350 km da costa pernambucana.
O território é dividido em duas áreas de proteção: o Parque Nacional Marinho, gerido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e a Área de Proteção Ambiental, do Governo de Pernambuco. Desde dezembro de 2001, o arquipélago é Sítio do Patrimônio Mundial Natural da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), junto com o Atol das Rocas, conforme a Administração de Fernando de Noronha.

Quais as melhores praias de Fernando de Noronha?
A resposta começa pela Baía do Sancho, eleita a praia mais bonita do mundo pelos viajantes do TripAdvisor. Ela e a Praia do Leão estão entre as mais belas do Brasil, segundo o Ministério do Turismo.
- Baía do Sancho: dentro do Parque Nacional Marinho, com acesso por escadas dentro de uma fenda na rocha ou de barco, em águas esmeralda.
- Baía dos Porcos: piscinas naturais com vista para o Morro Dois Irmãos, ideal para snorkel.
- Praia do Leão: na costa sul, importante área de desova de tartarugas marinhas.
- Praia do Atalaia: piscina natural acessível só por trilha controlada pelo ICMBio, com número limitado de visitantes por dia.
Detalhes sobre as áreas do parque estão no ICMBio.
O que fazer além das praias?
Noronha é um mergulho na vida marinha em estado bruto. As águas abrigam cerca de 230 espécies de peixes e 15 de corais, além de golfinhos, tartarugas e tubarões.
Do mirante da Baía dos Golfinhos, os visitantes assistem às manobras dos golfinhos-rotadores que entram no parque ao amanhecer. Há ainda mergulho de cilindro e snorkel, passeios de barco ao redor do arquipélago e trilhas ecológicas, como a do Capim-Açu, que cruzam a Mata Atlântica insular e levam a mirantes do Morro Dois Irmãos e do Morro do Pico, os cartões-postais da ilha.

Quanto custa visitar e quais as taxas?
Visitar Noronha exige planejamento e duas taxas. A Taxa de Preservação Ambiental (TPA), obrigatória, custa R$ 105,79 por dia a partir de 2026, com valor progressivo que aumenta conforme os dias de permanência.
Já o ingresso do Parque Nacional Marinho, válido por 10 dias, custa R$ 192 para brasileiros e R$ 384 para estrangeiros, e dá acesso às praias mais famosas, como Sancho e Sueste. Ele pode ser comprado pelo site do ICMBio, e cerca de 70% da arrecadação volta para a manutenção do próprio parque.
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Qual a melhor época para visitar?
O arquipélago tem duas estações bem definidas. A seca, mais procurada, vai de agosto a fevereiro, com dias de sol e mar calmo; a chuvosa vai de março a julho, com pancadas passageiras.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Como chegar a Fernando de Noronha
O acesso é feito apenas de avião. Há voos regulares a partir de Recife e de Natal, com pouco mais de uma hora de duração até o aeroporto da ilha.
O pagamento da TPA deve ser feito antes do embarque, de preferência pela internet, no site oficial da Administração da ilha, para evitar filas no desembarque.
Conheça o paraíso mais protegido do Brasil
Fernando de Noronha reúne a praia mais bonita do mundo, vida marinha exuberante e um modelo de turismo que limita visitantes para preservar o ecossistema. É um destino que cobra caro, mas devolve em natureza intocada o que poucos lugares no planeta ainda oferecem.
Você precisa conhecer Fernando de Noronha e ver de perto por que esse arquipélago é considerado um dos santuários naturais mais valiosos do Brasil.

