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O maior polo de cerâmica da América Latina é um vilarejo baiano com cerca de 150 olarias de barro às margens de um rio

9 de junho de 2026, 05:45 h
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O maior polo de cerâmica da América Latina é um vilarejo baiano com cerca de 150 olarias de barro às margens de um rio

O maior polo de cerâmica da América Latina é um vilarejo baiano com cerca de 150 olarias de barro às margens de um rio // IMAGEM ILUSTRATIVA

Ana Carolina

Ana Carolina

✦ Destaques
Reconhecido pela UNESCO como o maior polo de cerâmica da América Latina, o pitoresco vilarejo de Maragogipinho abriga cerca de 150 olarias ativas que mantêm viva uma tradição oleira de quase 300 anos.
A produção artesanal é um verdadeiro espetáculo cultural: a argila retirada diretamente das margens do Rio Jaguaripe é moldada à mão e queimada em rústicos fornos a lenha, dando origem a vasos, panelas de barro e ao tradicional Boi Bilha.
Além de visitar os charmosos ateliês de palha e piaçava e curtir o badalado Festival da Cerâmica, o destino no Recôncavo Baiano convida a relaxantes passeios de canoa pelos manguezais e guarda heranças coloniais como as Ruínas da Capela de Santo Antônio dos Índios.
Referência: https://www.youtube.com/watch?v=MTvkUvlx-3c

O cheiro do barro úmido, a fumaça dos fornos a lenha e as peças secando ao sol à beira do rio. Esse é Maragogipinho, distrito de Aratuípe, no Recôncavo Baiano.

Por que Maragogipinho é o maior polo de cerâmica da América Latina?

Pela escala e pela tradição da sua produção de barro. O pequeno vilarejo, às margens do Rio Jaguaripe, concentra cerca de 150 olarias ativas e é reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) como o maior centro ceramista da América Latina.

A tradição atravessa quase 300 anos, desde o século XVIII, e é passada de geração em geração. Os artesãos, chamados de oleiros, herdaram técnicas de raízes indígenas, africanas e portuguesas, e dali saem dezenas de milhares de peças por mês, que abastecem lojas, restaurantes e pousadas por todo o Brasil.

Maragogipinho, Bahia // Créditos: Wikipedia

Como o barro vira arte em Maragogipinho?

Tudo começa no próprio rio. A argila é retirada diretamente do leito do Jaguaripe e moldada à mão ou no torno, antes de secar ao sol e seguir para os fornos a lenha, que dão o acabamento característico das peças.

As próprias olarias são parte do espetáculo: construídas com madeira e palha de piaçava, lembram as construções indígenas e ficam dispostas em semicírculo ao longo da margem do rio. De lá saem vasos, moringas, panelas, talhas, esculturas e imagens sacras, além do Boi Bilha, peça que virou símbolo da localidade.

Maragogipinho, Bahia // Créditos: Wikimedia Commons

O que fazer em Maragogipinho?

A visita gira em torno do barro, do rio e da cultura do Recôncavo. As distâncias são curtas e dá para conhecer tudo com calma.

  • Olarias: abertas à visitação, permitem ver de perto os oleiros moldando, pintando e queimando as peças.
  • Rio Jaguaripe: rende passeios de canoa ou pequenas embarcações pelos manguezais cheios de biodiversidade.
  • Festival da Cerâmica: realizado em novembro, abre as olarias e reúne feira, oficinas, gastronomia e shows.
  • Ruínas da Capela de Santo Antônio dos Índios: em Aratuípe, marco do início do povoamento, com fachada e altar preservados.

Quem deseja planejar a viagem perfeita para um dos polos artesanais mais ricos da Bahia, vai curtir esse vídeo especialmente selecionado do canal NEXT TRIP – BR , que conta com mais de 3 mil visualizações.

No conteúdo, o canal NEXT TRIP – BR mostra um roteiro completo com o Rio Jaguaripe , as tradicionais olaria de barro, o ateliê do Mestre Rosalvo Santeiro e dicas imperdíveis do que fazer em Maragojipinho, Bahia.

Aratuípe, a cidade-sede

Maragogipinho é distrito de Aratuípe, um dos primeiros povoamentos da Bahia. A cidade está ligada à Baía de Todos os Santos pelo Rio Aratuípe, afluente do Jaguaripe, e guarda história colonial.

O marco zero é a Capela de Santo Antônio dos Índios, cuja construção primitiva remonta ao final do século XVI. Hoje em ruínas, ainda conserva a fachada, a sineira e o altar, e pode ser visitada por uma trilha curta, num passeio que combina história e natureza no coração do Recôncavo.

Qual a melhor época para visitar?

O clima é quente o ano todo, típico do Recôncavo. As chuvas se concentram entre o outono e o inverno; o restante do ano é mais seco e ensolarado, ideal para os passeios de barco.

🛶 Verão
Dezembro a Fevereiro 23°C a 31°C
🌤️ Chuva Média
O clima quente típico do Recôncavo prevalece na estação. Esse período mais seco e ensolarado é super agradável para a cultura ribeirinha, com olarias e passeios de canoa.
Publicidade VIAJE COM AVISO
🍲 Outono
Março a Maio 22°C a 30°C
☔ Chuva Alta
As precipitações começam a marcar presença na região. Para aproveitar o conforto entre os passeios, o ideal é se dedicar e experimentar a rica gastronomia na panela de barro.
☔ CHUVAS FREQUENTES
🏛️ Inverno
Junho a Agosto 21°C a 29°C
☔ Chuva Alta
As temperaturas caem ligeiramente, mas o clima úmido perdura. Essa janela climática requer bom planejamento e é excelente para desbravar as ruínas e centro de Aratuípe.
🏛️ CULTURA E HISTÓRIA
🏺 Primavera
Setembro a Novembro 22°C a 30°C
🌤️ Chuva Média
A melhor época! As chuvas recuam e o tempo seco traz dias lindos de sol firme e calor perfeito. Maravilhoso para aproveitar ao máximo o Festival da Cerâmica e manguezais.
⭐ FESTIVAL DA CERÂMICA

Temperaturas aproximadas com base no Climatempo de Aratuípe, cidade-sede do distrito. Condições podem variar.

Como chegar a Maragogipinho

Maragogipinho fica a cerca de 220 km de Salvador, no município de Aratuípe. O acesso é feito pela BA-001, que corta o Recôncavo Baiano.

De carro, a viagem a partir da capital leva por volta de três a quatro horas, dependendo da rota e do uso do ferry-boat pela Baía de Todos os Santos. A entrada para o distrito fica sinalizada na própria BA-001.

Leia também: Nascida do ouro em 1727 com centro tombado pelo IPHAN: a joia do Cerrado supera marcas com mais de 80 cachoeiras catalogadas

Conheça a terra do barro do Recôncavo

Maragogipinho reúne a maior produção de cerâmica artesanal da América Latina, o cenário dos manguezais do Jaguaripe e a hospitalidade de uma comunidade que vive do barro há quase três séculos. É um destino raro, onde a arte popular pode ser vista nascendo das mãos dos oleiros.

Você precisa conhecer Maragogipinho e entrar numa olaria à beira do rio para ver a argila virar arte diante dos seus olhos.

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