Destaques
Capacidade para 80 mil moradores, turistas e tripulantes
Teria 30 decks, escolas, hospital, estádio e energia nuclear
Daria a volta ao mundo a cada 2 ou 3 anos, sem atracar em portos
Imagine não morar em uma casa, nem em um prédio, mas dentro de uma cidade inteira que flutua pelo oceano. É exatamente essa a proposta do Freedom Ship, um projeto que voltou a chamar atenção por querer levar a vida urbana para cima do mar.
Uma metrópole inteira boiando sobre as ondas
O Freedom Ship foi pensado como uma verdadeira cidade flutuante, com espaço para cerca de 80 mil pessoas, sendo aproximadamente 50 mil moradores fixos, 10 mil turistas e 20 mil trabalhadores. A ideia é que ninguém precise descer para resolver a vida do dia a dia.
A estrutura teria cerca de 30 decks empilhados, com mais de um quilômetro de comprimento. Seria, na prática, um bairro gigante e autossuficiente, bem maior do que qualquer navio de cruzeiro que existe hoje.
Como seria viver sem nunca descer em terra firme
A proposta da cidade flutuante é que os moradores tenham tudo por perto, como em qualquer cidade comum. O projeto prevê escolas, hospital, hotéis, parques, comércios, bancos e até quilômetros de trilhas internas para caminhar.
A grande diferença é o endereço. O Freedom Ship daria uma volta completa ao mundo a cada 2 ou 3 anos, sempre em águas internacionais. Ele faria paradas de cerca de uma semana em alguns pontos, mas sem atracar em portos. Os moradores chegariam à costa por balsa.

Tudo o que caberia dentro dessa cidade sobre o mar
Os detalhes divulgados sobre a iniciativa mostram uma lista de instalações que mais parece o catálogo de uma capital do que de uma embarcação no oceano. Veja o que estaria previsto a bordo:
- Um estádio esportivo com 15 mil lugares.
- Escolas que vão da educação infantil ao ensino superior.
- Hospital, banco, escritórios e shopping center.
- Dois museus, sala de concertos, parque aquático e cassino.
- Cerca de três acres de áreas verdes e trilhas.
- Sistema interno de bondes ligando os bairros e decks.
Pontos-chave
US$ 16 bi
é o custo estimado para tirar o projeto do papel
30 decks
empilhados em mais de um quilômetro de comprimento
Energia nuclear
moveria a cidade flutuante pelo planeta
Por que ficar longe de qualquer país faz parte do plano
Manter o Freedom Ship em águas internacionais não é só uma questão de tamanho, embora ele seja grande demais para caber em qualquer porto. A ideia original do engenheiro Norman Nixon era criar uma comunidade fora das fronteiras nacionais, longe das leis e dos impostos de cada país.
Para quem sonha em rodar o mundo sem fazer as malas toda hora, soa como um sonho de consumo. Por outro lado, viver cercado de água o tempo todo levanta dúvidas reais sobre custo de vida, abastecimento e a velha saudade de terra firme.

Entre a fantasia e a engenharia ainda no papel
Hoje o projeto é tocado por Roger Gooch, presidente da Freedom Cruise Line International, que retomou a ideia parada após a morte de Nixon, em 2012. A construção está prevista para a Indonésia e levaria de 3 a 4 anos, mas tudo depende de garantir o financiamento bilionário.
No fim das contas, a cidade flutuante ainda é mais promessa do que realidade. Mas, verdade seja dita, é difícil não ficar curioso pensando em como seria viver em um lugar que nunca tem o mesmo horizonte pela janela.
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