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Abelardo Espriella é proclamado presidente da Colômbia

Vitória apertada de De la Espriella sobre Iván Cepeda acirra debate sobre interferência externa, compra de votos e legitimidade eleitoral

Abelardo Espriella é proclamado presidente da Colômbia (Foto: Reuters)
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247 - O Conselho Nacional Eleitoral da Colômbia proclamou Abelardo De la Espriella como presidente eleito do país após uma disputa marcada por margem estreita, denúncias de interferência estrangeira e questionamentos sobre a legitimidade do processo eleitoral. 

Segundo a Prensa Latina, De la Espriella recebeu 12.960.166 votos, enquanto Iván Cepeda, representante do campo progressista, obteve 12.708.312 votos. A diferença entre os dois candidatos ampliou o clima de tensão política após a eleição presidencial colombiana.

De la Espriella e José Manuel Restrepo, seu companheiro de chapa para a vice-presidência, devem receber nesta quinta-feira (25), suas credenciais para assumir oficialmente os cargos diante do Congresso em 7 de agosto.

Cepeda reconhece resultado, mas denuncia irregularidades

Iván Cepeda, que atuará como senador nos próximos quatro anos, aceitou o resultado das eleições e reconheceu Abelardo De la Espriella como novo presidente da Colômbia. Em entrevista coletiva, o parlamentar afirmou que sua decisão foi motivada por responsabilidade democrática.

Segundo Cepeda, o reconhecimento do resultado busca “contribuir com a convivência, a paz e o diálogo”. Ainda assim, ele ressaltou que aceitar a vitória do adversário não significa abandonar as denúncias feitas durante a campanha nem silenciar diante de episódios que classificou como graves.

“Durante esse processo, denunciamos a interferência estrangeira aberta e indevida nos assuntos internos da Colômbia, particularmente as intervenções feitas pelo governo dos Estados Unidos e, em especial, as intervenções do presidente Donald Trump em favor da candidatura de Abelardo De la Espriella”, afirmou Cepeda.

O senador também acusou a campanha da extrema-direita de promover “uma operação maciça de compra de votos com o objetivo de alterar a livre expressão da vontade popular”. Além disso, alertou para o uso de “estratégias sofisticadas de manipulação por meio de tecnologias de inteligência artificial”.

Petro questiona legitimidade do processo eleitoral

O presidente Gustavo Petro também contestou a legitimidade das eleições. Ele defendeu que o processo deveria ser declarado nulo e sem efeito “devido à interferência estrangeira, de acordo com a Constituição e o direito internacional, com a confissão pública e expressa do Presidente dos Estados Unidos”.

Petro afirmou que a soberania colombiana foi violada por meio de grandes volumes de dinheiro, “incluindo o de traficantes de drogas e maníacos genocidas, com o objetivo de manipular as mentes dos cidadãos colombianos com mentiras óbvias e também com o controle sobre o sistema de informática do Registro e a própria defesa cibernética da entidade”.

A fala do presidente ocorreu em meio ao impacto político da pequena diferença de votos entre De la Espriella, candidato da extrema-direita, e Cepeda, representante progressista. Para Petro, o resultado expõe uma divisão profunda no país.

“Estamos divididos em dois e é hora de nos reconhecermos, nos respeitarmos e chegarmos a um acordo”, disse o presidente.

Em outra declaração, Petro indicou que o novo cenário político exigirá uma resposta institucional e social. “A emenda começará, juntamente com minha retirada e talvez resistência pacífica”, concluiu.

Resultado apertado aprofunda polarização na Colômbia

A proclamação de Abelardo De la Espriella pelo CNE encerra formalmente a etapa de apuração, mas não elimina os questionamentos políticos levantados por setores progressistas e pelo atual governo colombiano. As denúncias mencionadas por Cepeda e Petro envolvem interferência estrangeira, compra de votos, manipulação digital e fragilidades no sistema eleitoral.

Com a posse prevista para 7 de agosto, De la Espriella deverá iniciar seu mandato em um ambiente de forte polarização. A estreita diferença nas urnas e as acusações feitas após a eleição indicam que a disputa política na Colômbia seguirá intensa mesmo após a proclamação oficial do novo presidente.

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