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China reafirma apoio a Cuba e cobra fim de sanções dos EUA

Pequim defende soberania cubana e diz que Washington devia ouvir a voz da comunidade internacional sobre o bloqueio à ilha

Mao Ning, porta-voz da Chancelaria chinesa, reitera apoio a Cuba (Foto: Ministério das Relações Exteriores da China)

247 - A China voltou a manifestar apoio a Cuba e cobrou dos Estados Unidos o fim das sanções impostas ao país caribenho, defendendo que Washington considere a posição da comunidade internacional sobre o tema. O posicionamento reforça a defesa da soberania cubana e critica o bloqueio econômico, apontado por Pequim como fator de instabilidade regional.

Segundo informações divulgadas pela agência Prensa Latina, o Ministério das Relações Exteriores da China reiterou seu respaldo à ilha durante pronunciamento oficial nesta sexta-feira (10). A declaração foi feita em resposta a questionamento da própria agência, quando a porta-voz Mao Ning comentou a recente visita de legisladores norte-americanos a Cuba.

De acordo com Mao Ning, Pequim acompanha o cenário envolvendo a política dos Estados Unidos em relação à ilha e destacou que integrantes do Congresso norte-americano têm demonstrado oposição à postura hostil de Washington. A diplomacia chinesa pediu o fim imediato das sanções e do bloqueio econômico, reiterando disposição de atuar ao lado da comunidade internacional em apoio a Cuba.

O governo chinês também reforçou que continuará oferecendo “apoio e assistência” ao país caribenho diante do que classificou como repetidas pressões dos Estados Unidos. Pequim ainda condenou medidas que, segundo a chancelaria, “comprometem a paz e a estabilidade regional”.

Em paralelo, o embaixador da China em Cuba, Hua Xin, denunciou recentemente os impactos do bloqueio econômico imposto por Washington e reiterou o compromisso chinês com a soberania cubana. O diplomata destacou que o apoio se estende à cooperação econômica, com foco em áreas estratégicas.

Entre as iniciativas em curso, estão projetos de energia renovável, como a integração de parques solares doados pela China ao sistema elétrico cubano, além da instalação de soluções energéticas em áreas isoladas e centros sociais. Também foi mencionada a continuidade do envio de ajuda alimentar, incluindo milhares de toneladas de arroz destinadas à população cubana.

O posicionamento de Pequim reforça a crescente articulação internacional em torno da crítica ao bloqueio contra Cuba e amplia o debate sobre os efeitos das sanções na região.

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