Claudia Sheinbaum anuncia envio de ajuda humanitária a Cuba em meio a novas sanções dos EUA
Governo mexicano prepara alimentos e avalia envio de combustível para evitar crise humanitária na ilha caribenha
247 - O governo do México anunciou o envio de ajuda humanitária a Cuba e afirmou que avalia todas as alternativas diplomáticas para apoiar a população da ilha diante do agravamento das restrições impostas pelos Estados Unidos. A medida ocorre em um contexto de forte pressão internacional e de alertas sobre o risco de uma crise humanitária no país caribenho.
De acordo com reportagem da Prensa Latina, a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, explicou que o objetivo central da iniciativa é atender necessidades urgentes da população cubana, acima de disputas políticas ou diplomáticas entre governos.
“Estamos explorando todas as vias diplomáticas para enviar combustível ao povo cubano, porque esta não é uma questão para governos, mas sim uma questão de apoio para evitar uma crise humanitária em Cuba e, enquanto isso, enviaremos alimentos e outros tipos de ajuda”, declarou a presidenta.
Falando a partir da cidade de Guaymas, no estado de Sonora, no norte do país, Sheinbaum detalhou que o carregamento de ajuda humanitária será preparado pela Secretaria da Marinha mexicana, responsável pela logística da operação.
A presidenta também rebateu declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou ter solicitado ao governo mexicano a interrupção do envio de petróleo a Cuba. Segundo Sheinbaum, o tema não foi tratado nos contatos diretos entre os dois países. “A questão (do envio de petróleo para Cuba) não foi abordada em nenhuma das conversas. A única vez que o assunto foi mencionado foi na conversa que o Secretário de Relações Exteriores (Juan Ramón de la Fuente) teve com o Secretário de Estado (dos EUA), Marco Rubio”, esclareceu.
Na quinta-feira, Donald Trump assinou uma ordem executiva que declara uma suposta emergência nacional e estabelece mecanismos para impor tarifas sobre os ativos de países que enviam petróleo bruto a Cuba. O decreto representa um novo endurecimento do bloqueio econômico imposto à ilha há mais de seis décadas e integra a atual política de pressão máxima de Washington contra o país caribenho, justificada pelo governo norte-americano com argumentos de segurança nacional e política externa.
Em meio a esse cenário, o chanceler mexicano Juan Ramón de la Fuente classificou como inaceitável a ausência de ajuda humanitária quando ela se faz necessária. Durante uma reunião plenária dos deputados do partido governista Morena, o ministro reafirmou a decisão do México de prestar assistência a qualquer nação que enfrente uma situação crítica.

