América latina

Cuba pede fim do bloqueio dos EUA em discurso na Assembleia Geral da ONU

"Cuba continuará alçando sua voz para rechaçar... as medidas coercitivas unilaterais, os bloqueios genocidas e a pretensão de impôr uma cultura e um modelo ao mundo"

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(Foto: Reprodução/Twitter)


247 - O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, fez um apelo durante seu discurso na 77ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, pelo fim do bloqueio econômico dos EUA contra a ilha. 

“O governo dos EUA está reforçando a pressão sobre as instituições bancárias, empresas e governos de todo o mundo que estão interessados ​​em estabelecer relações com Cuba e os EUA continuam a perseguir obsessivamente todas as fontes de divisas que entram no país para provocar o colapso econômico da nação”, disse Rodriguez, classificando o embargo como "vasto, cruel e imoral".

“As relações internacionais transitam por caminho muito perigoso. A ofensiva estadunidense que visa dobrar os Estados à sua vontade por meio de ameaças e coerção econômica, militar e político-diplomática, a fim de submetê-los a uma ordem baseada em suas regras caprichosas, unida à expansão da Otan e ao desenvolvimento de uma doutrina agressiva e da guerra não-convencional de quinta geração, conduzem inevitavelmente a um clima de tensão e conflito cujas consequências são imprevisíveis”, acrescentou.

O bçoqueio contra Cuba foi originalmente decretado em 1960 e as sanções foram reforçadas em 1962. O presidente Donald Trump impôs mais de 240 novas sanções. No ano passado, o governo Joe Biden anunciou sanções contra a força policial cubana e dois de seus líderes. 

A Assembleia Geral da ONU votou a favor do fim do bloqueio  contra Cuba 29 vezes, conquistando consistentemente o apoio esmagador dos membros da ONU. 

Rodríguez criticou a inação dos EUA diante do rechaço internacional ao embargo. “Já se passaram trinta anos desde que a primeira Assembleia Geral votou contra este bloqueio e, neste momento, os EUA continuam ignorando a exigência quase unânime de vocês para cessar sua política ilegal e brutal contra Cuba”, disse.

"Cuba continuará alçando sua voz para rechaçar a dominação e o hegemonismo, as medidas coercitivas unilaterais, os bloqueios genocidas e a pretensão de impôr uma cultura e um modelo ao mundo. Jamais renunciaremos à defesa da independência, soberania e livre determinação dos povos, sem ingerência e sem intervenção estrangeira", enfatizou. 

Outros presidentes latino-americanos, incluindo Alberto Fernández, da Argentina, Xiomara Castro, de Honduras, e Luis Arce, da Bolívia, também pediram o fim do bloqueio dos EUA. 

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